quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudade do desconhecido.



Estou com saudade de você. Mesmo desconhecendo quem você é. Mesmo nunca tendo olhado pros teus olhos e medido o quanto eles brilham ao olhar pro vago. Mesmo não sabendo qual o tom da tua voz ao falar bobeira. Mesmo sem saber, qual o tamanho do teu sorriso quando me olha. E qual tua expressão depois do choro. Mesmo não sabendo quem são teus amigos, teu desejo mais intenso, e teu livro favorito. Mesmo assim, estou com saudade de você. Saudade do que ainda vai acontecer. Eu sei que é meio contraditório dizer que sinto saudade do que ainda nem aconteceu. Mas não me pergunte. Nem tente entender. Nem eu mesma sei o que está se passando dentro de mim, e que sentimento louco é esse que está me consumindo. A única coisa que tenho certeza, é que isso é saudade. Saudade de uma vida ainda não vivida. Saudade de um amor ainda não amado. Simplesmente, saudade do que você ainda vai ser pra mim. E mesmo não sabendo nada sobre você. Isso ainda não muda o fato de que eu sinto tua falta. De que existe um vazio em mim, que só vai ser preenchido quando eu finalmente conhecer você.


Aninha.

Nos trazem luz.


Existem anjos que simplesmente passam pelas nossas vidas, e outros que se tornam nossos anjos da guarda. Eu rotularia-os de amigos, mas não gosto de rótulos. Então deixo isso como uma incógnita. O que falar sobre esses tais anjos? É difícil distingui-los, eu diria. Mas é perceptível saber quando eles estão nos guiando. Eles são essenciais nas nossas vidas, porque nos trazem luz e tentam nos manter longe da escuridão. Mas em como todo filme de terror, não existe só o lado bom. Existem aqueles anjos que querem nos levar para baixo, nos ver deprimidos, e zombar de nós. Mas só cabe a nós mesmos sabermos distinguir quem é o anjo que queremos que esteja conosco. Não é tão difícil escolher quanto parece. Tenho pra dar uma dica. Um conselho. Não julgue seu anjo, pela forma como ele sorri. Os sorrisos podem parecer sinceros, mas nem sempre são aquilo que apresentam ser. As vezes julgamos o livro, ou o filme pela capa. Julgamos também as pessoas, pela sua aparência, e pela sua forma de vestir. Mas lembre-se, anjos bons, podem vir disfarçados. Nem todos eles, vêm acoplados de um sorriso largo, e olhos brilhantes. Nos mais deprimidos olhos, podem se haver as mais belas almas.


Aninha.