
Depois de ouvir o barulho dos teu passos chegando no meu portão, senti a carência me consumindo e mandando gritar por você. Acreditei com toda minha força de vontade que esse dia chegaria, e que o medo e a frustração que eu sentia por talvez, sem ao menos te conhecer eu já tivesse te perdido, fosse sumir. A gente nunca sabe o que se passa dentro do outro, e quando a gente tenta explicar o que acontece dentro de nós mesmo acabamos parecendo meio clichês. Mas quem se importa de verdade com o piegas quando se ama. Depois daquele barulho inconsequente que ouvi dos teu pés batendo no asfalto, me senti viva. Me senti com a melhor de todas as sensações, pois eu sabia que você estava ali, debaixo da chuva, só por mim e por mais ninguém. Foi nesse momento que abri meu velho sorriso, aquele que eu só usava em ocasiões especiais, e segui em direção a você. Seus olhos claros me olhavam como se eu fosse a ultima coisa importante viva no mundo, e por alguns segundo entendi que você tinha me decifrado. E que agora, eu era mais sua do que minha. Seus braços me envolviam com ternura e era como se eu pudesse ver o amor. Se eu pudesse congelaria aquele momento e tiraria uma foto de toda aquela intensidade de cor e de todo aquele afeto, guardaria esse momento em alguma gaveta no meu coração pra tê-lo sempre na memória e nas recordações. Era como se você tivesse vocação em me fazer estremecer, como se tudo que eu já havia sonhado e me perguntado se existia mesmo estivesse ali, diante de mim, com um sorriso largo e olhos provocantes. Me encarando, me querendo, me amando.
Aninha.
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