domingo, 20 de novembro de 2011

Vai, abre o coração.


Vai menino, abre o coração. Isso mesmo. É assim mesmo que você está fazendo, vai sentindo. Deixando o ar puro entrar e possuir sua mente. Foi isso que eu sempre quis pra você. Te oferecer amor, te apresentar para ele. Se joga, garoto. Amar é a melhor coisa do mundo, não percebe? Permita apaixonar-se de verdade, e não pela metade. Sentimentos são incríveis quando são sentidos por inteiro! Por isso liberte-se pra isso, amor. Eu sei que você é capaz de sentir. No fundo seu coração bate tanto quanto o de qualquer outra pessoa. Por isso vai amor, abre logo a porta principal do coração. Deixa esse cheiro de canela entrar. Eu sei que você não está mais comigo, mas eu quero esse sorriso no seu rosto. E o amor é pra isso não é mesmo? Sorrisos. Então seja feliz, menino. Mas não esqueça que eu ainda enxergo você. Liberte-se, mas não me esqueça. Mas agora, vai. Voar em direção de algo que aqueça seu coração. Corre. O tempo tá passando, e meu coração a cada dia se torna mais frio e independente. E eu juro que você não vai querer isso para o seu também, menino. Por isso me prometa, amor. Me olhe nos olhos e diga em voz alta que você vai correr em direção ao sol.
Mas agora vai garoto, liberta esse teu coração. Que se diz tão forte, mas é tão flexível.


Aninha.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sentimentalismo.

Sempre me julguei forte o bastante sentimentalmente pra não sofrer por besteiras. Com o tempo percebi que minha força se baseava em ingenuidade. E com as decepções meu coração se tornava mais frio, áspero e inseguro. Comecei a controlar minhas emoções com o medo do fracasso, e passei a doar pouco de mim tentando amenizar o que sentiria caso tudo desse errado. Minha insegurança e meus ciúmes buscavam nos mais puros lugares informações que me deixariam triste. Percebi que eu mesma me trapaceava. Deixava de viver o que era bonito, sincero e seguro, me preocupando com detalhes que nem eu mesma sabia se existiriam de verdade. Passei a viver pela metade por mera bobagem. E acreditar em contos de fadas se tornou quase impossível, perdendo todo o romantismo que cultivei por todos esses anos.
Hoje, desejaria mais do que nunca o brilho nos olhos que eu possuía quando não sabia o que era ficar perdidamente apaixonada por alguém. E gostaria de querer mais do que qualquer coisa voltar a depositar todo o meu amor nas minhas bonecas e nas minhas histórias cheias de finais felizes e inovadores. Eu queria poder desejar que se pudesse mesmo voltar no tempo, que num passe de mágica todos os meus medos e meus receios voltassem a ser pequenos, e, que minha única duvida fosse que lápis de cor usar pra pintar meus desenhos. Mas fico feliz em dizer que meu coração não se compara a nenhuma fita cassete que eu possa rebobinar, que, não posso simplesmente voltar atrás e começar tudo de novo. Mas, posso continuar de uma maneira diferente de onde parei, e que a cada parada, ainda posso começar de novo. Mesmo com meus medos, minhas paranoias e com todas cicatrizes que ficarão em mim ao longo da vida. Fazendo de toda essa desconfiança, aprendizado. E tendo comigo sempre uma nova meta de vida. Dizendo pra mim mesma que insegurança me tira o sorriso do rosto. Então, chega de viver com medo. Hoje, mais do que qualquer outro dia, posso dizer que é incrível a sensação de se estar apaixonada. Que pouca coisa no mundo, se compara ao frio na barriga de encontrar um amor. E é isso que me dá forças pra ser diferente, pra mudar meu comportamento.

Por isso concluo que se é pra sofrer, sofrerei. E que sejam as melhores lágrimas e mais sofridas que eu derramarei. Sentimentos não podem ser desperdiçados, sejam eles amargos ou não. Mesmo eu não sendo forte o suficiente pra muita coisa, a partir de agora me tornarei diferente. Pelo mesmo motivo que sempre me moveu: o amor. Não vou me deixar levar por hipóteses e gráficos mal elaborados do meu subconsciente paranoico. Eu vou viver o dia de hoje. Porque o ontem já passou, e o amanhã nunca chegará. E independente de quanta dor se carregue no peito, um sorriso sempre amenizará a tristeza carregada.


Aninha.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por mim.


De repente, me vi ali sozinha. Encarando meus medos cara a cara. De trilha sonora, algo que me mantinha agitada, eufórica, em busca de aventuras que me fizessem sentir viva, com todos os sonhos do mundo prestes a serem idealizados.
O céu estava incrível, meu corpo aquecia com o sol, e meus olhos enxergavam o futuro. Eu dançava sozinha, no ritmo do vento. Lembrava agora de quando você disse, que se olhasse para as nuvens os prédios pareceriam se mexer. Finalmente eu consegui sentir. E agora eu me sinto livre, como se tivessem me libertado de uma grande sentença. Bem mais leve do que antes, bem mais do que eu achava que poderia me sentir depois que você fosse embora. Eu estou bem, caso você se pergunte por isso. Estou melhor do que nunca, ou pelo menos prefiro acreditar que estou.
E enquanto o sol invade minha pele, eu percebo que estou apaixonada. Mas não por outro alguém, e sim por mim mesma. E esse, com certeza é o melhor romance que eu já tive.


Aninha.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Doar-se.



Estou descobrindo que chorar é dizer sim as emoções. É botar pra fora o que não cabe dentro da gente. É transbordar-se de sentimentos. É um modo esquisito de dizer que nos importamos. É deixar que um misto de doçura e raiva possua seus controles, fazendo lágrimas descerem pelas bochechas e formarem poços de água salgada abaixo de nossos queixos. Não importa o quanto a razão grite, berre, ou esperneie, sabemos que as maiores dores são aquelas que não podemos ver.
Também não importa os motivos que irão me dar, ou quantas razões plausíveis jogarão sobre a mesa, nada me levará a crer que não irei chorar de novo. Porque eu sei que vou. Mas, não me sinto mal por isso. Afinal, a vida é mais interessante do que dizem que ela é, e seus encantos podem estar escondidos nos mais diversos lugares. E é por isso que eu quero chafurdar das dores. Mergulhar nos risos dos rostos mais desconhecidos. Porque não vou mais me contentar com nada, só vou querer o que é meu por direito. Sem essa de ser compreensível. Vou espreitar pelas janelas, e voltar a acreditar nos sonhos que deixei voar. Naufragar entre lágrimas e perder-me entre sorrisos.
Não importa onde eu esteja, eu vou dar um pouco mais de mim.


Aninha.