
Estou descobrindo que chorar é dizer sim as emoções. É botar pra fora o que não cabe dentro da gente. É transbordar-se de sentimentos. É um modo esquisito de dizer que nos importamos. É deixar que um misto de doçura e raiva possua seus controles, fazendo lágrimas descerem pelas bochechas e formarem poços de água salgada abaixo de nossos queixos. Não importa o quanto a razão grite, berre, ou esperneie, sabemos que as maiores dores são aquelas que não podemos ver.
Também não importa os motivos que irão me dar, ou quantas razões plausíveis jogarão sobre a mesa, nada me levará a crer que não irei chorar de novo. Porque eu sei que vou. Mas, não me sinto mal por isso. Afinal, a vida é mais interessante do que dizem que ela é, e seus encantos podem estar escondidos nos mais diversos lugares. E é por isso que eu quero chafurdar das dores. Mergulhar nos risos dos rostos mais desconhecidos. Porque não vou mais me contentar com nada, só vou querer o que é meu por direito. Sem essa de ser compreensível. Vou espreitar pelas janelas, e voltar a acreditar nos sonhos que deixei voar. Naufragar entre lágrimas e perder-me entre sorrisos.
Não importa onde eu esteja, eu vou dar um pouco mais de mim.
Aninha.
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