quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu sou música para os dedos.

Eu suponho que minha pele faz melodia, pelo prazer que você sente em tocá-la. Você me olha, me joga, me brinca. Faz um Sol menor em mim. Grita que me adora, berra que me ama. Me bate, me morde, me sufoca de tanto amor. Minha pele é música pros teus dedos. Meu sorriso é inspiração pros teus acordes. E essa partitura só você quem decifra, pois é só você quem me entende. Me rabisca, me alisa, me joga fora. Diz que eu não presto, que sou rascunho de uma canção melhor. Diz que eu sou sinônimo de confusão. Insiste em dizer que sou um instrumento complicado, que minhas notas te confundem, que meus acordes te assustam. Mas volta atrás, sente falta. Tem saudade do som único que minha pele faz quando você a toca. 

 Aninha.

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