Estou de luto. Estou de luto pelo nosso amor. Esperando uma salvação que não vai nos salvar, nem tampouco aliviar nossa tensão. Não somos mais os mesmos. Não temos mais a mesma disposição. Apenas nos deixamos levar pelo tempo e nos esquecemos devagar. Enterramos tudo que éramos num cemitério só nosso. Deixamos todos os nossos sonhos enterrados lá também. Esquecemos de visitar o que nos restava, e hoje tudo morreu de vez. Camuflei a esperança entre as flores que eu levava aos domingos. Não me deixo mais levar, porque já desmereço nosso amor. Me esqueci de esquecer que não te amo mais. Não deixo mais a porta aberta, nem levo mais flores ao nosso túmulo. Lembra-se daquele amor, que se dizia tão grande? Hoje não passa apenas de palavras ditas da boca para fora, por um menino que nem sabe o que diz. Somos agora como duas pessoas que nunca se cruzaram. Desconhecidos, loucos e sem nenhuma ligação. Nosso destino deixou de importar. Finjo que está tudo bem, porque realmente está melhor do que quando éramos um só. Somos como almas gêmeas que se encontraram, mas se rejeitam. Nossa história teve um fim antes de finalmente começar. Não luto mais, não finjo mais, não te quero mais. Estou de luto, pela nossa falta de luta. Por sermos o que nos tornamos. Por não sermos nós.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
(De)Luto por nós.
Estou de luto. Estou de luto pelo nosso amor. Esperando uma salvação que não vai nos salvar, nem tampouco aliviar nossa tensão. Não somos mais os mesmos. Não temos mais a mesma disposição. Apenas nos deixamos levar pelo tempo e nos esquecemos devagar. Enterramos tudo que éramos num cemitério só nosso. Deixamos todos os nossos sonhos enterrados lá também. Esquecemos de visitar o que nos restava, e hoje tudo morreu de vez. Camuflei a esperança entre as flores que eu levava aos domingos. Não me deixo mais levar, porque já desmereço nosso amor. Me esqueci de esquecer que não te amo mais. Não deixo mais a porta aberta, nem levo mais flores ao nosso túmulo. Lembra-se daquele amor, que se dizia tão grande? Hoje não passa apenas de palavras ditas da boca para fora, por um menino que nem sabe o que diz. Somos agora como duas pessoas que nunca se cruzaram. Desconhecidos, loucos e sem nenhuma ligação. Nosso destino deixou de importar. Finjo que está tudo bem, porque realmente está melhor do que quando éramos um só. Somos como almas gêmeas que se encontraram, mas se rejeitam. Nossa história teve um fim antes de finalmente começar. Não luto mais, não finjo mais, não te quero mais. Estou de luto, pela nossa falta de luta. Por sermos o que nos tornamos. Por não sermos nós.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Várias numa só.

Um pouco doce, um muito amarga. Um tanto boba, meio rouca, meio torta. Um bocado ingênua, um bastante esperta. Um pouco de todos, um muito de cada. Um pedacinho daqui, um pedacinho dali. Uma colcha de retalhos de personalidades. Esquisita hoje, estranha amanhã. Madura, verde-azulada. Criança, menina-mimada. Aquela que perdeu o dom de persuadir. Moleca, sapeca, sem graça, desgraça. Tudo que toca vira pó. Faz música com o olhar. Vira boneca de pano sem coração. Cria voo-doo e faz mandinga. Tem ciúme da sombra que a segue. É doce, mas também é amarga. Se entrega, espera, faz planos. Machuca-se, corrói, desintegra. Não tem direção para seguir. Grita, fala baixo. Espera o eco responder o seu apelo. Garota, meio louca. Meio menina, meio mulher. Brinca de colecionar decepções. Ela ri, mas também chora. Ela olha, mas não vê. Assusta a criança que mora dentro de si. Bota de castigo, prende na senzala. Nunca toma decisões. Incerta, descrédula, sem opinião. Impetuosa, valente, de bom coração. Moça apaixonada, desejosa de amor. Em busca da luz própria. Corre atrás da luz no fim do túnel. Não tem medo do trem.
Aninha
domingo, 15 de abril de 2012
Me mostra mais de você.

Ei garoto, por que você não volta aqui e termina o que começou? Por que você não explica tudo isso que você sente de uma maneira mais clara? Você sabe que eu tenho problemas de compreensão, e que é difícil pra mim entender suas metáforas. Não adianta negar, não adianta fingir. Porque as vezes, mesmo sem você dizer nada, eu sei o que você quer falar. Então fala, me fale de você. Me mostre mais sobre o seu mundo, sobre seus gostos. Quero saber todos os teus medos, e todos os teus sonhos também. Quero saber em quem você pensa quando fecha os olhos, ou pra onde você vai quando não quer pensar em ninguém. Bem que você poderia me fazer uma lista ou um mapa, me mostrando pra que direção seguir. Fico perdida no meio dessa confusão que somos nós dois. Até minhas vontades se confundem, e meus sentimentos se alteram. Só me acho de novo, quando te acho também.
Aninha
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