Acho que tem dias que irradiamos alegria e conquistamos não porque somos bonitos e dignos de capa de revista. E sim, porque nosso sorriso é sincero e nossos olhos emitem tranqüilidade. Eu poderia ficar escrevendo o dia inteiro sobre o que eu acho sobre o amor, e o quanto eu acho injusto as pessoas banalizarem uma frase tão marcante como ''Eu amo você''. O que é incrível é que parece que algumas dessas pessoas não percebem que dizer eu te amo pode mudar a vida de alguém. Certamente não nos dias de hoje. Afinal, essa frase tão complexa perdeu sua intensidade e até, eu diria, sua complexidade. As pessoas dizem eu te amo numa facilidade imensa, agem como se soubessem, de fato, o que é o amor. Na minha concepção o amor é tão incompreensível, que o significado dele é inexplicável e até impossível de ser sentido completamente. Acredito que poucas pessoas amam de verdade, com todas suas forças, e dariam suas vidas pela vida de outra pessoa, pelo simples (não tão simples) fato de apenas, ama-la. Eu acredito que os seres humanos não conseguem distinguir seus próprios sentimentos. Confundem demais a paixão com o amor. Mas em ambos os casos, rotulam o que sentem de amar. Talvez por ser mais digno de reciprocidade. Quem de fato sabe? Acredito que nenhum homem se contenta com um aquário, depois de saber que existe um mar, não se satisfazem em dizer ''Sou apaixonado por ti'' porque sabem que existe algo além disso. Amor não é uma palavra da qual seja fácil traduzir. Como eu disse, talvez ela nem ao menos tenha um significado próprio. Mas, quem ama não pode simplesmente rotular isso por amor. Esse sentimento vai além disso, além do que todos nomeiam assim. Tanto é o porque dessa banalização. Amar, vai além de dizer eu te amo. Não é rotulável, nem tampouco nomeado. É quase um sentimento inexistente, de carinho, afeto, compreensão, ternura, orgulho, talvez todos os sentimentos bons num único sentimento. Amor, é aquele sentimento que independente de qualquer briga, de qualquer desentendimento, ou de qualquer coisa, vai deixar de existir. Não tem tamanho, é imensurávelmente incondicional. Já a paixão é ardente, forte, mas passageira... Acaba em algum tempo. Se a chama não for bem cuidada, qualquer vento, ou até por vezes uma pequena brisa, pode apagá-la. Cultive seus sentimentos, sinta, ame e se apaixone, mas saiba o que você está realmente sentindo. Não declare se não sabe rotular. Faça jus ao teu sentimento.
Aninha.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Devia ser tempo de paz.
Queria que voltasse a não ser a gravidade que me segurasse na terra, e que eu voltasse a ter um motivo para sorrir de manhã. Queria voltar no tempo ou ir para uma nova era, onde o sol secasse minhas lágrimas e não se pudesse prever o amanhã. Queria que o mundo voltasse a girar lentamente, e que a brisa suave, soasse seu zumbido ao anoitecer. Que os vagalumes ainda fossem os únicos que iluminassem a noite e que nem a lua me fizesse estremecer. Que nada mais fosse preto e branco, e que enfim, o mundo voltasse a ser da cor que sempre foi. Me imagino criando um mundo perfeito, onde a guerra não destrói o amor. Onde nem há sentimento parecido com o ódio ou com a dor. Onde a pomba branca que trás a paz, não precisasse voar para longe para se esconder de toda tragédia. Onde não existisse fome, nem miséria. Onde os adultos também fossem cheios de doçura e compaixão. Onde a magia voltasse a dominar o coração. Quero voltar a ver o sol, e sentir o calor. Quero voltar a ver o bem, e sentir o amor.
Aninha.
Aninha.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Nervosismo, dúvidas e incertezas.
Nervosismo é uma coisa impressionante. Parece que quanto mais a gente quer deixar de ficar nervoso, mais fica. É incrível que quando queremos que algo saia de nossas cabeças, acabamos pensando ainda mais sobre o assunto. Hoje por exemplo, estou apreensiva com a minha prova de química. Não sei mais o que faço pra hora passar, e pra finalmente chegar a hora de fazer essa bendita prova e ficar livre de uma vez por todas dessa pressão. Eu não me sinto bem sob pressão! Odeio esperar muito uma coisa, porque parece que quanto mais quero que ela chegue logo, mais demora pra ela acontecer. É surpreendente como algumas coisas são exatamente como dizem. E muito interessante saber que muitas pessoas agem e pensam exatamente como nós. Por exemplo o fato de todo mundo pensar besteiras do tipo: ''Porque o céu é azul?'' ou ''Porque existimos?''. Acho que a pergunta mais intrigante mesmo é essa. O porque de existirmos. Quando eu paro pra pensar sobre isso, é incrível como minha cabeça gira de uma forma inexplicável. Milhões e milhões de coisas passam ao mesmo tempo em minha mente, e eu me perco no meu próprio raciocínio. E o mais curioso, é pensar se nesse exato momento outra pessoa está tentando desvendar essa mesma pergunta. Será que ela está tendo sucesso? E à partir do momento em que fizemos uma pergunta simples e ela é respondida, outras milhões de dúvidas vão surgindo dentro de nós. E quando paramos para raciocinar, estamos cheios de dúvidas e incertezas. Queria desvendar todos os mistérios da vida humana. Mas então, quando eu já soubesse tudo, e não existisse mais nada além para se descobrir, a vida ficaria tediosa. E a curiosidade já faz parte de mim.
Aninha.
Aninha.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Dingol-bel.

Quando eu era pequena, o que não é há muito tempo atrás, eu costumava fazer minha cartinha para o Papai Noel, pedindo somente diversão. Brinquedos, jogos e bonecas. Não pensava em mais nada, apenas nisso. Em brincar. Em me divertir. Sonhava que todos os anos ele chegaria pela janela (Na falta de uma chaminé) para botar com cuidado tudo aquilo que eu tinha sonhado em ter para brincar, debaixo da árvore de natal. E ficava feliz, em todos os anos, abrir meus presentes e ver que exatamente aquilo que eu pedi, estava ali. E teimava em dizer ''Ele existe! Ele me deu o que eu queria! Ele existe mesmo!'' Hoje, quando meus pedidos mudaram completamente, e eu deixei de desejar bonecas, e comecei a desejar aquilo que todos desejam, felicidade. Continuo afirmando: Ele existe. Ele existe pelo simples fato de acreditarmos que ele é real. Existe, pelo incompreensível motivo de apenas existir dentro de cada um de nós. Como o amor, eu diria. Que existe, está ai, ninguém o vê, mas todos sabem que ele existe. Mas discordo de apenas uma coisa, Papai Noel não é aquele que trás presentes, e sim aquele que trás sorrisos. Que trás a alegria do natal. Porque mesmo que saibamos que algo não pode existir, teimamos em querer que exista. E assim somos felizes tornando o impossível, real. Mesmo que seja apenas dentro de cada um de nós.
Feliz Natal (:
Aninha.
Romeu, risca teu nome.

ROMEU - Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo.
(Julieta aparece na janela.)
ROMEU - Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!
JULIETA - Ai de mim!
ROMEU - Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno.
JULIETA - Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque uma Capuleto deixarei de ser logo.
ROMEU (à parte) - Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo?
JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.
(Trecho tirado da obra Romeu e Julieta)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Dedique sua lágrima a algo realmente importante.
Eu sinto a carência me consumindo, e tenho a inevitável vontade de me larçar no mundo. De deixar viver. Para que pensar tanto, se é pra se viver tão pouco? O amor nos explora sem que saibamos ou percebamos plenamente. Quando damos conta de nós mesmos, percebemos o quão envolvido estamos, e quão longe já chegamos por alguém que achamos conhecer. No fim de tudo percebemos o quão bobos estávamos, e o quanto andamos na direção errada. Fomos vendados mais uma vez, por aquilo que dizem ser a paixão. Mas a decepção não mata, apenas ensina a viver. Tentamos evitar o inevitável. Eu diria que vamos sofrer muito na vida, e talvez o muito, ainda seja muito pouco. Mas não quero deixar de dizer que vivi, porque sabia que no fim tudo acabaria, e que a morte um dia ainda iria chegar. Mas é aquilo que sempre disse, não é que somos masoquistas e gostamos de sofrer, é que sofreremos sempre, não importa a razão, só cabe a nós mesmos sabermos o nosso limite, e quem são as pessoas ideais para nos fazerem chorar. Pois cada minuto desperdiçado a derramar uma lágrima, são sessenta segundos a menos de sorrisos na sua vida. Por tanto, dedique sua lágrima a algo realmente importante. ''Pois viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas, apenas existem.''
Aninha.
Aninha.
Em seu coração, eu me sinto em casa.
Estou me esforçando para descobrir o que significa esse sentimento. Mas cada vez que te toco, ou te vejo, isso se torna mais difícil do que realmente é. Tudo fica leve, solto e com mais cor. O sol não queima mais, e a lua não me da arrepios. Com você me sinto segura, protegida. Percebi que sou feliz, pelo simples fato de ter te conhecido. O sangue ferve quando estou ao teu lado. E calor já não é mais a palavra. E não me importa se hoje serei sua, e amanhã não serei mais, fico feliz em ao menos saber que você existe. Feliz em parar de procurar. Saber que encontrei. Onde estaria sem você, agora? Onde iria, se mal posso firmar meus pés no chão? Leve-me embora para outro lugar, mas não me deixe ir. Pois em seu coração, eu me sinto em casa. E apartir do momento em que me apaixonei por voce, não é mais a gravidade que me prende na terra.
Aninha.
Aninha.
Quando uma velha história termina, uma nova história começa.
Eu não quero promessas, pois promessas criam expectativas. Nem quero finais, pois finais só são felizes quando são contados. Só quero novas histórias. Novos começos. Histórias que sejam trágicas ou não. Que me tornem alguém melhor do que eu já sou. E que quando chegue o seu final surpreendente, eu me sinta nova, viva, e pronta para a próxima história. Afinal, a unica garantia que temos é que quando uma velha história termina, uma nova história começa. Não que eu não seja normal. Sou o que sou independente do que o que os outro dizem. Mas sim, eu quero o que todo mundo quer. Amar. Ou melhor, viver.
Aninha.
Aninha.
Palavras também morrem. Palavras também matam.
Palavras são como segredos sussurrados ao vento. Você acha que eles estarão seguros para sempre, mas essa não é a pura verdade. O vento carrega palavras como carrega as folhas que caem das árvores pelo outono, as leva para longe, talvez para nunca serem descobertas, mas também, talvez, para serem pegas por alguém que as guardará para sempre dentro de uma página de um livro qualquer.
Esse é seu trabalho: carregar. Sopra e move tudo. Algumas palavras são assim, como folhas perdidas no vento. Sem destino, só voando: deixadas na beira de uma estrada, levadas por um riacho, pisoteadas no meio de uma praça. Mas também são mais que isso: palavras são sementes que precisam cair em boa terra ou os bichos as comem. Palavras germinam e crescem. Palavras dão frutos. Alguns frutos são vida, outros, apodrecem. Palavras também morrem, mas principalmente, também matam.
É inesperado, e até por vezes esperado.
Confio e me apego com facilidade extrema a tudo e a todos, mesmo sem querer, mesmo sem poder. As vezes até me pego preocupada com alguém que acabei de conhecer. Acho que sempre criamos falsas esperanças quando a gente se apega a alguém, eu sei que isso faz mal, mas mesmo assim não tem como deixar de fazer acontecer. É inesperado, e até por vezes esperado. Porem, chega a ser normal e do cotidiano nos preocuparmos com excesso com aqueles que amamos, ou apenas nos importamos. Mas sempre devemos seguir em frente e aprender que, só devemos nos apegar e confiar quando existir algo real. Concluo que: tudo o que se começa, se termina. Tudo o que não se deve terminar, jamais é começado. E por fim: defeitos e qualidades fazem parte de toda realidade.
domingo, 18 de julho de 2010
Porque precisa-se de dois para sussurrar baixinho.
''As estrelas se inclinam pra te beijar. Eu fico acordado e sinto sua falta. Sirva-me uma forte dose de atmosfera. Porque eu vou pegar no sono seguro e são. Mas vou sentir falta dos seus braços a minha volta. Eu vou mandar um cartão postal pra você, querida. Porque eu queria que você estivesse aqui. Eu vou assistir à noite ficar azul claro, mas nao é o mesmo sem você. Porque precisa-se de dois para sussurrar baixinho, mas o silencio não é tão ruim. Até eu olhar para as minhas mãos e me sentir triste, porque os espaços entre os dedos são bem onde os seus se encaixam perfeitamente. Vou encontrar repouso em novas maneiras, embora eu não durma há dois dias, porque uma nostalgia fria me arrepia até os ossos. Mas encharcado em crepúsculo de baunilha. Vou sentar na varanda a noite toda, mergulhado fundo em pensamento, porque quando eu penso em você: Eu não me sinto tão sozinho. Quantas vezes quer que eu pisque, vou pensar em você essa noite. Vou pensar em você essa noite. Quando olhos violeta brilharem mais, e pesadas asas ficarem mais leves, vou provar o céu e me sentir vivo de novo. E vou me esquecer do mundo que eu conheci, mas juro que não vou te esquecer. Oh, se minha voz pudesse alcançar o passado, eu sussurraria no seu ouvido: Oh querida eu queria que você estivesse aqui.''
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