
Eu soube que a calma não acalma, e que os gritos que eu buscava ouvir se calavam no eco das paredes riscadas do meu quarto.
Afundei nas cobertas e abracei os travesseiros. Eu queria ser o que eu não era, mas não convenceria ninguém se não convencesse a mim mesma.
Rabisquei palavras aleatórias em uma folha branca. Percebi que as palavras que risquei eram aquilo que eu sentia, aquilo que eu queria, e aquilo que eu seria.
Continuei ali, anestesiada... observando a movimentação da poeira que voava em frente aos meus olhos. Queria preencher o eu que faltava, completar em mim o vazio que existia. Eu não sabia como, nem sabia pra onde olhar, nem em que direção seguir. Mas eu sabia que pior seria se eu ficasse ali, sozinha, sofrendo de remorso por algo que eu só eu entendia.
Aninha.
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