
Sempre fui uma menina de poucas palavras. Nunca soube me expressar com facilidade e dizer tudo que eu sinto. No fundo sempre gostei que me entendessem pelo olhar, assim eu economizaria minhas falas e entenderiam melhor meu coração. Afinal, dizem que o olhar é a janela da alma. Acho que por isso que com o tempo aperfeiçoei minhas expressões, pra que ficasse um pouco mais fácil me decifrar.
Entretanto, encontrei um amor de praia, eu não sei bem explicar o que ele é. Posso até tentar dizer o que sinto, mas as palavras nunca vão sair da forma como eu quero que saiam. Eu só sei que ele é importante. Que eu não quero perdê-lo. Não quero deixa-lo ir, e muito menos quero que ele queira ir embora. Se o nosso amor começou na praia, deveria era nunca mais terminar. As estrelas deveriam abençoar o que existe entre nós, nos dar um brilho próprio. O sal, apimentar a relação. A areia por precisar de tantos grãos juntos deveria nos mostrar que é preciso haver companhia. O vento deveria nos explicar que nunca será constante, que nosso amor será de altos e baixos, de brisas e tornados. A água deveria limpar nossas almas, purificar nossos sonhos. E a lua deveria nos guiar quando não sabemos pra onde ir, nem o que falar.
Seria tudo menos complicado se eu pudesse entendê-lo. Seria tudo menos complicado ainda, se ele pudesse me amar. Tudo que eu quero é dar a ele o melhor que ele pode me dar.
Aninha.
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