
Se era quente, eu não sei. Se ficou frio, pouco me importa. Nunca fui uma garota exigente, e nunca cobrei mais do que eu mesma podia dar. Sempre fui feliz com o pouco que me davam, vendo a beleza da simplicidade. Carência sempre foi a minha palavra. Meu humor variava conforme a atenção que ele me dava. Mas mesmo assim, nunca me importei com o medo que ele me fazia sentir. Seu jeito bobo e inocente ocultavam a esperteza por trás dos olhos. Confesso que muitas vezes me assustei, diminui o passo e caminhei lentamente pra me encaixar aos pensamentos dele. Não que eu tenha obtido sucesso, pra mim ele sempre foi um mistério de 8 letras.
Uma incógnita que me intriga a todo momento. De tão complicado ele se diz simples. Deve ser menino que tem aquelas respostas que estão onde você menos espera, mas que a gente encontra no lugar mais obvio e esperado possível. Paixão é um sentimento complicado, traiçoeiro e assustador. Mas no final de tudo, ter medo de se entregar é o que está errado.
Aninha.
Aninha.
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