
Ei, menino. Sim, você. O garoto das bochechas rechonchudas e da covinha afeminada. Não fique triste. Eu não quero ver você assim. Eu sei que sou um pouco esquisita, menina cheia de manias, de manias que machucam os corações. Mas, me desculpe. Eu nunca quis te magoar. Você sabe que eu esqueço que seu coração é frágil, e insisto em pisar. Mas, não venha com essa de que você nunca me feriu, e não esqueça que dentro de mim você já teve lugar, e por culpa tua esse lugar ficou cada vez menor. Mas ainda assim, não deixe de lembrar que aqui dentro ainda exite um espaço, não tão pequeno quanto você acha que é, que é todo seu. E deixe de me olhar com esse olhar pidão, você é muito mais que isso. Você é muito mais que só um menino. Já provou pra quem te chamava de criança, que essa criança já cresceu. Mostra pra todo mundo que esses olhos verde-oliva que insistem em me trazer lembranças, já sabem pra que caminho olhar. E pára de chorar por quem não quer te ver derramar nenhuma lágrima. E tenta seguir um caminho que não te leve de volta pra o que já fomos. Porque a vida continua. E antes que você me pergunte, meu coração não é de gelo, mas admito que está quase chegando a ficar. Ei menino, eu te sopro um punhado de aventura, um bocado de amores, e um monte de felicidade. Porque essa tristeza que você insiste em levar contigo, esconde o sorriso do qual já gostei.
Aninha.
Lindo, lindo, lindo, Aninha!
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