
E esse meu jeito esquecido de te esquecer me complica cada vez mais, mói meu coração e dilacera meus sentimentos. A cada conversa que temos meus olhos se enchem de lágrimas, mas não por sentir saudade do que fomos, e sim por sentir saudade do que poderíamos ter sido. De um jeito diferente do que aconteceu, sabe? Sem todo aquele drama, ou toda aquela complicação. De um jeito mais simples. De como você dizia que ia ser pra mim antes de termos alguma coisa. Agora que eu sei do jeito exato que você é, eu posso enxergar seus planos de uma forma mais clara e evidente, e entendê-los também. Aliás, você deveria ter me dito que você era assim desse jeito estranho que você é, me poupando de toda aquela propaganda enganosa que você fez. Eu até prefiro você assim, misterioso, complicado e insano. Não que eu ache que a gente deva começar de novo, porque eu nem quero isso. Só de pensar em nós dois juntos de novo meu coração já pede socorro. Não se sinta culpado por isso, meu bem. Claro que você não é culpado por nada. Pelo menos eu prefiro pensar assim. Mas, de um jeito ou de outro acho que esse era o nosso destino. Não é você quem diz que eu acredito nessas coisas de destino? Então, deve ser isso aí mesmo. Um jeito engraçado do destino de dizer que não fomos feitos um pro outro. Que a minha metade da laranja não encaixa na sua metade da maça.
Aninha.
Meu Deus, Aninha! Parece até que saiu de mim!
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