
Por um momento me pareceu sensato te dizer tudo que eu sentia, falar tudo aquilo que tava engasgado dentro do peito. Do minimo detalhe até a palavra de maior importância. Contei tudo, uma, duas, três vezes. Abri meu coração da forma mais pura e inconsequente, sem medir esforços, sem medo de como você iria me olhar dali pra frente. Perdi toda a vergonha que me rodeava, todo o receito, e deixei todo o meu orgulho de lado. Confesso que talvez, eu não fizesse tudo de novo, mas diria tudo exatamente do jeito que disse. Só faria diferente. Você teria que olhar fixamente nos meus olhos, sem desviar o olhar para baixo, ou para o lado. Sem fingir que olhava pra formiga que subia a parede, ou que contava as flores no gramado. Eu te contaria tudo da forma mais sincera, caso você perguntasse. Nossos olhares estariam se cruzando, pois só assim eu saberia exatamente o que dizer.
Mas as coisas continuam do jeito que já estiveram. E hoje eu deixo tudo como está. Deixo assim ficar, porque uma hora aquele orgulho que foi embora vai voltar. O orgulho que me impede de correr atrás de você como se você fosse o ultimo raio de sol, ou a ultima gota de água. Aprendi a viver sozinha no meio dessa gente toda, aprendi a caminhar conversando com meus próprios botões.
Hoje eu sinto falta de você, mas amanhã pode ser que não.
Aninha.
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