terça-feira, 11 de setembro de 2012
(Mal) Bem-me-quer.
Ando desatenta pelas ruas quentes e abafadas da cidade que escolhi para viver. Meus braços balançam despreocupadamente, ziguezagueando de um canto ao outro num ritmo constante. Meu rosto ainda arde quando o encosto, fazendo-me lembrar de como consegui o hematoma sobre o cílio esquerdo, e coro imediatamente com a lembrança que me vem a mente. Continuo andando, desajeitada de um jeito semelhante ao seu, tropeço algumas poucas vezes mas continuo em pé, firme, sonhando acordada em quando te verei novamente. Sem que eu possa perceber minhas mãos suam num ritmo desenfreado, minhas pernas ficam moles feito gelatina de morango e minha respiração sente o cheiro das flores pairando no ar. De um jeito atrevido, impetuoso, abro um sorriso largo e arranco despretensiosamente algumas daquelas flores. Passeio saltitando com meu ramo em mãos. Pisco duas vezes e fecho os olhos, numa tentativa frustrada de sintonizar-me em nossa marcha nupcial, mas sou interrompida pelo som alto de uma buzina de caminhão. Continuo andando, agora um pouco mais depressa. Começo meu jogo de bem-me-quer/mal-me-quer, e para a minha felicidade, você me quer bem.
Ah amor, acho que fomos feitos um para o outro.
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