sábado, 27 de agosto de 2011

Amor se escreve com 8 letras.


Se eu te pedir pra ser sério, não acredite em mim. Se eu implorar pra você mudar, finja que acredita que meus planos dão certo. Se todas pessoas te olharem de lado, eu estarei olhando na sua direção. Amor, você é tão bonito nos meus sonhos. Sabe quando eu acordo feliz? É porque meu primeiro pensamento foi você. Se um dia eu desmaiar ou morrer, prometa botar no meu túmulo uma pedra com teu nome. Garoto, eu sei que já te disse, mas, eu não quero rosas. Nem quero lágrimas. Porque o seu sorriso é o mais sincero que eu já vi. Mas me prometa que vai entrar na academia. Largar o sedentarismo, parar de comer em fast food. Eu sei que disse que exercícios são perda de tempo, mas, não acredite em mim. Não amor, não tente parar o tempo, gosto de observar sua barba crescer. E veja, meu cabelo já está enorme!
Uma vez você me disse que não tinha coração, desculpe te decepcionar meu bem, mas quando eu deito em seu colo, consigo ouvir sua pulsação. Ei, você consegue sentir isso também? Esse vento gelado que me arrepia a pele quanto te toco? Costumo acreditar que são nossas almas, talvez elas também saibam conversar. Meus olhos estão tão cansados de te apreciar tanto. Menino, porque você é tão bonito? Me escute, eu não quero que você se vá. O que? O que eu tenho a falar sobre nós? Ah, amor. Eu só quero que seja bom enquanto durar. Sem cobranças nem tempo limitado. Enquanto sua risada me aquecer, eu quero sonhar com ela. Não corra dos meus sonhos, não me culpe por você ter que ocupá-los todas as noites. A culpa é sua. Já disse que não me apaixono fácil. Mas foi fácil, não foi? Garoto, eu quero que você faça o que quiser. Mas ei, eu quero que você se apaixone por mim. Será que eu consigo? Não sei. Quero abrir os olhos e não ter medo de olhar para o sol, não quero me queimar, nem quero te queimar também. Não quero me cansar por te esperar, por isso acho que vou me sentar amor. Pois eu já sou sua, inteira sua. De corpo e alma e coração. Uma vez eu pensei que sentimentos fossem capazes de nos fazer voar, mas o único lugar que eu quero estar é ao seu lado, menino. O caminho pode ser longo, mas eu não preciso de relógios com você. Nem tenho pressa. Hoje é você quem faz a minha hora. ''Eu faria você feliz se isso te fizesse feliz.'' Você diz que eu guardo tudo que você fala, mas amor, eu só guardo quando o que você diz me cala. Não me deixe brigar com você. Mas qualquer dia eu vou pedir meu manual de volta, não parece justo pra mim quando eu não sei te decifrar e você sabe tudo o que fazer. Mas amor, não grite comigo, já te disse, meu coração é sensível, e você também é capaz de me fazer chorar. Ei garoto, vou te contar um segredo: o amor tem 8 letras se você contar. Se eu te arrancar as orelhas, ou te morder muito até doer, você sabe que a culpa não é minha. Vou brigar com seu perfume, por me trazer saudade mesmo quando você ainda está por perto. Ei amor, posso te pedir mais um favor? Eu não peço nada em troca, mas, quando você for embora, não esqueça de me dizer ''Adeus''. Eu sei do seu jeito esquecido, mas, se você esquecer, vou ficar triste e não vou saber o que fazer. Aquela promessa que eu faço, que você sabe que é sincera, se assim for, nossos dedos não vão poder se cruzar, amor. Ei garoto, e se eu falar que eu te... adoro, você ainda vai continuar aqui? Não importa, porque por você eu me arrisco. Meu amor é único, meu amor tem 8 letras.


Aninha.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jogue migalhas pelo caminho, amor.


Não jogue a passagem de volta fora, só porque você está magoado amor. Eu sei que é difícil dizer as verdades, e foi difícil, acredite. Mas alguém precisa ouvi-las. Está batendo contra o peito uma vontade de te pedir perdão. Minha pulsação acelera, dando ré num carro sem freio numa curva onde a curva se fecha. Uma multidão espantando a lucidez da vida, onde nem bagagem se leva. Pra que viajar sem volta? Pra que voltar sem viagem? Fazendo as malas e botando nelas só pares de meias. Coando a tristeza, cultivando sorrisos. Paredes brancas me roubando olhares, imaginação distribuindo criatividade. Pisando em poças feitas por lágrimas de desconhecidos. Amor, não leve embora meu olhar caloroso. Bote nas malas seus pertences. Sou sua, em pensamentos. Só, e somente só. Devolve as estrelas, retire dos teus olhos a esperança de me ver sorrindo ao teu lado. Não me roube. Não viverei feliz em cativeiro. Minha tristeza te tirará os sonhos. Mas, não jogue fora sua passagem de volta, amor. Quem sabe um dia haja volta, um dia. Guarde o mapa, jogue migalhas pelo caminho. Porque talvez amor, você ache a chave dourada para abrir a porta. Quando você achar, ah amor, você só precisa sussurrar, ou olhar nos meus olhos e eu vou entender. Vou saber exatamente o que fazer.


Aninha.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Luzes assim como as de festas.

Eram luzes de festas, explodiam... se quebravam, davam vida àquela monotonia.
A madrugada mudou a partir dali, o velho trem passou. Senti algo que nunca havia sentido. O que era aquilo? De repente meu mundo mudou de cor. Fiquei sentada esperando as nuvens, observei com cautela. Onde eu estava? Talvez numa vida paralela daquela que eu queria estar. Não. Eu estava bem sendo assim, do jeito que eu pensava ser. É. Continuei ali, parada. Observando a movimentação de pessoas sorridentes totalmente desconhecidas. Seus rostos não me eram familiares. Porque eu estava ali mesmo? Não sei, mas estava. Me levantei e caminhei, minhas pernas tremeram, um formigamento percorreu por toda minha face. Tremi de frio. Busquei procurar respostas com aquelas pessoas que nunca tinha visto. Só percebi que estava ali, perdida, num lugar onde não conhecia ninguém. Parei por outro instante, vi de longe uma luz que clareava toda a rua. Segui em direção a ela. Dizem sempre que na dúvida, é para se caminhar em direção a luz. Obedeci. Fui seguindo meus passos. Continuei andando, quanto mais eu andava, mais distante a luz parecia estar. Estranha utopia. Mas não desisti, não. Firme e forte continuei. Meus pés já estavam cansados. De que importa? Eu nem sabia onde estava. É. Olhei para os lados, as pessoas se calavam. Me observavam de uma maneira assustada. Tentei não ligar, eram pessoas estranhas. Levantei meus pés do chão, eles sangravam. Não fazia muito tempo que eu estava andando. Mas quanto mais eu andava, mais me doía. Tanto faz, eu ainda estava bem. Ainda conseguia caminhar. Continuei. Os fogos e as luzes se distanciavam, e a luz que eu seguia estava cada vez mais longe. Naquele momento a unica coisa que eu queria era alcançá-la. Não me pergunte por que. Nem eu mesma sei. Percebi que meus olhos estavam mais cansados que meus pés. Minha coluna gritava por descanso. Se eu tivesse um conselho pra dar, diria não siga até a luz. Resolvi descansar. O fiz. Sentei numa árvore rabugenta, com folhas secas ao seu redor. Fiz do casaco um travesseiro. Me aconcheguei em meus lençóis imaginários. Adormeci, e quando acordei... Estava rodeada de olhares curiosos, de rostos conhecidos. Eu estava em casa de novo.

Aninha.

sábado, 13 de agosto de 2011

Gastando a voz com sussurros.


O que me fez mudar eu não sei. Eu só sei que mudei. Num dia qualquer me olhei no espelho e vi que estava diferente daquilo que já fui. Não só por fora, talvez nem tanto por fora. Por dentro. Eu não era mais a menininha ingenua que sempre fui, nem a garotinha meiga que fazia bico por qualquer motivo. Agora eu me sentia mais forte, porém, mais fria. Trocava meus sonhos por noites impetuosas. Gastava minha voz com sussurros. Distribuía olhares a desconhecidos. Vagava pela noite buscando por almas quentes que aquecessem por minutos a minha. Esquecia dos planos que já tinha feito, e das promessas que não foram cumpridas. Escondia minhas memórias. Relembrava mágoas do passado sem derramar nenhuma lágrima. Filtrava só as coisas boas e esquecia que as ruins me rodeavam. Pensava em nada e em tudo, eu só queria paz. Me libertar como uma gaivota e seguir num mar profundo de emoções a serem exploradas. Me desacorrentar daquele peso que me afundava a cada dia. Mas a chave da minha liberdade estava cravada com sangue em algum lugar do meu corpo que eu não sentia mais bater. Com o tempo o que me fazia congelar era meu querido coração, que se esfriava com todas as manhãs de domingo sem sol que passavam. Eu não queria me tornar assim. É difícil fazer voltar a bater o que já nem se quer sabe se existe. Mas nada é por acaso, ou talvez seja. Eu não sei que rumo seguir nem que direção me levar. Eu só sei que o caminho mais longo é a jornada em que não posso falhar de jeito nenhum, e que as poças com lágrimas evaporarão com o aquecimento desse caminho, o sol voltará a brilhar de um jeito só dele. E meu sorriso consequentemente vai brilhar também.

Aninha.