quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jogue migalhas pelo caminho, amor.


Não jogue a passagem de volta fora, só porque você está magoado amor. Eu sei que é difícil dizer as verdades, e foi difícil, acredite. Mas alguém precisa ouvi-las. Está batendo contra o peito uma vontade de te pedir perdão. Minha pulsação acelera, dando ré num carro sem freio numa curva onde a curva se fecha. Uma multidão espantando a lucidez da vida, onde nem bagagem se leva. Pra que viajar sem volta? Pra que voltar sem viagem? Fazendo as malas e botando nelas só pares de meias. Coando a tristeza, cultivando sorrisos. Paredes brancas me roubando olhares, imaginação distribuindo criatividade. Pisando em poças feitas por lágrimas de desconhecidos. Amor, não leve embora meu olhar caloroso. Bote nas malas seus pertences. Sou sua, em pensamentos. Só, e somente só. Devolve as estrelas, retire dos teus olhos a esperança de me ver sorrindo ao teu lado. Não me roube. Não viverei feliz em cativeiro. Minha tristeza te tirará os sonhos. Mas, não jogue fora sua passagem de volta, amor. Quem sabe um dia haja volta, um dia. Guarde o mapa, jogue migalhas pelo caminho. Porque talvez amor, você ache a chave dourada para abrir a porta. Quando você achar, ah amor, você só precisa sussurrar, ou olhar nos meus olhos e eu vou entender. Vou saber exatamente o que fazer.


Aninha.

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