quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Luzes assim como as de festas.

Eram luzes de festas, explodiam... se quebravam, davam vida àquela monotonia.
A madrugada mudou a partir dali, o velho trem passou. Senti algo que nunca havia sentido. O que era aquilo? De repente meu mundo mudou de cor. Fiquei sentada esperando as nuvens, observei com cautela. Onde eu estava? Talvez numa vida paralela daquela que eu queria estar. Não. Eu estava bem sendo assim, do jeito que eu pensava ser. É. Continuei ali, parada. Observando a movimentação de pessoas sorridentes totalmente desconhecidas. Seus rostos não me eram familiares. Porque eu estava ali mesmo? Não sei, mas estava. Me levantei e caminhei, minhas pernas tremeram, um formigamento percorreu por toda minha face. Tremi de frio. Busquei procurar respostas com aquelas pessoas que nunca tinha visto. Só percebi que estava ali, perdida, num lugar onde não conhecia ninguém. Parei por outro instante, vi de longe uma luz que clareava toda a rua. Segui em direção a ela. Dizem sempre que na dúvida, é para se caminhar em direção a luz. Obedeci. Fui seguindo meus passos. Continuei andando, quanto mais eu andava, mais distante a luz parecia estar. Estranha utopia. Mas não desisti, não. Firme e forte continuei. Meus pés já estavam cansados. De que importa? Eu nem sabia onde estava. É. Olhei para os lados, as pessoas se calavam. Me observavam de uma maneira assustada. Tentei não ligar, eram pessoas estranhas. Levantei meus pés do chão, eles sangravam. Não fazia muito tempo que eu estava andando. Mas quanto mais eu andava, mais me doía. Tanto faz, eu ainda estava bem. Ainda conseguia caminhar. Continuei. Os fogos e as luzes se distanciavam, e a luz que eu seguia estava cada vez mais longe. Naquele momento a unica coisa que eu queria era alcançá-la. Não me pergunte por que. Nem eu mesma sei. Percebi que meus olhos estavam mais cansados que meus pés. Minha coluna gritava por descanso. Se eu tivesse um conselho pra dar, diria não siga até a luz. Resolvi descansar. O fiz. Sentei numa árvore rabugenta, com folhas secas ao seu redor. Fiz do casaco um travesseiro. Me aconcheguei em meus lençóis imaginários. Adormeci, e quando acordei... Estava rodeada de olhares curiosos, de rostos conhecidos. Eu estava em casa de novo.

Aninha.

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