
Parece absurdo, mas eu me sinto bem. Mesmo longe, eu consigo disfarçar minha vontade disso tudo. Se eu te encontrasse sem nenhuma máscara, sem nenhum desejo oculto, eu saberia exatamente onde te levar. Talvez eu escondesse meu jeito tímido de te mostrar meu mundo, talvez nem tivesse sentido tudo que eu tentasse te mostrar, e você nem entenderia meu sorriso. Minha respiração seria devagar, seu cabelo voaria com o vento e as maças do meu rosto estariam vermelhas, mas não por vergonha, e sim, por estar com frio. Mas nesse momento, eu não me importaria com mais nada além de você e eu. Talvez eu me importasse com o casal de velhinhos que passavam por ali, mas eu tenho certeza que isso deixaria o nosso instante ainda mais nosso. Ninguém sabe, mas quando eu paro de repente pra fingir amarrar meus sapatos sem cadarço, é porque só estou observando seu andar desleixado, e tentando compreender seu jeito despreocupado de ser. Eu tenho uma observação sobre você! Um dia, num dia qualquer, ou numa noite qualquer, num momento especial eu vou chegar e sussurrar no seu ouvido tudo aquilo que eu penso ao seu respeito, vou te dizer com toda minha vontade o que eu mais quero te dizer desde o momento em que te vi de novo. Meus olhos vão se encharcar de lágrimas que virão da alma, e uma poça de emoções se criará bem diante dos teus pés. Meu sorriso será o mais sincero que eu já terei dado. E você, ah você! Você estará radiante como sempre esteve.
Aninha.
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