segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em casa.




Senti aquele suave arrepio que sempre acontecia quando eu o via, mas minhas mãos não suavam mais, nem tão pouco eu estremecia, agora ao seu lado eu me sentia em casa. Eu sentia que ele podia decifrar minha alma, talvez por isso eu sempre desviasse o olhar quando ele me encarava, talvez por isso eu me calasse e o fitasse por tanto tempo: eu queria compreende-lo também. Queria entender seus gestos, suas expressões, seus bicos e suas birras. Queria tê-lo mais perto ainda de mim. Como quem tem um objeto, eu queria tê-lo. Decifrar seus segredos, e saber todas suas falhas. Queria conhecer cada parte do seu corpo de um jeito que só conheço o meu.


Aninha.

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