terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma breve história sem rumo.


O frio e a chuva embaçavam minha janela, eu não conseguia, assim, de leve, observar a movimentação da rua com toda aquela neblina. Meus olhos lagrimejavam com aquele frio, a ponta do meu nariz estava congelada. Meu cérebro parou de funcionar por algum tempo, quando, ousei sair de casa. Botei meus pés na neve, e, por um momento senti a necessidade de tirar meus sapatos e jogar minhas meias, o fiz, e imediatamente senti um arrepio percorrer minha espinha. Continuei ali, caminhando embaixo da chuva que agora não virava mais neve. A chuva derretia calmamente aquela imensidão de branco sobre o asfalto. O dia era cinza, e os prédios acalmavam a ventania. Avistei, distante, um pedaço de tronco largo, pensei que ali eu poderia sentar e ler calmamente alguns panfletos que antes haviam me entregado. Não havia quase ninguém por perto, e quase adormeci com a monotonia naquele quarteirão quase abandonado. Me perdi nos meus passos e quando dei por mim já estava ao lado do tronco que tinha avistado. O tempo passou rápido, minha caminhada foi breve até ali. Me aconcheguei meio sem jeito sobre aquele velho tronco esquecido, perto de uma bonita praça deserta. Percebi que meus pés estavam quase roxos, e que não sentia meus dedos. Botei de volta minhas meias, e em seguida esquentei meus pés com minhas mãos. Retirei os panfletos dos bolsos e percebi entre eles um que me chamou a atenção. Não me lembro ao certo o que o panfleto dizia, só sei que ao ler, involuntariamente meu sorriso apareceu. Talvez fosse algo sobre o amor... isso, com toda certeza, me fazia sorrir.

Aninha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário