terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fim de jogo.


O que será isso que me tornei? Mãos geladas, coração vazio. Sinto dentro de mim algo pulsando. Eu sei que ainda há salvação. Quem olha fixamente em meus olhos, ainda deveria conseguir sentir. Não é capaz que seja assim. Sentimentos não evaporam, corações não explodem e sorrisos não se apagam. Quem foi que fez as regras desse jogo? Eu desejo sair. Eu quero pausar antes que eu perca toda a bondade. Eu quero deixar tudo como está, antes que tudo se acabe. Eu sei que tem volta, não é possível que não haja volta. Quem pode me ajudar agora? Fui eu quem quis entrar nesse jogo, mas ninguém me mostrou as regras antes. Eu juro que não sei jogar assim. Vou perder o que tenho de mais precioso, e eu nem se quer apostei ele aqui. Por favor, me deixe sair antes do fim disso tudo. Eu não quero continuar observando. Essa platéia me rasga a pele com esse olhar furioso. Eles não tem compaixão. Querem ver mesmo tudo pegar fogo. Eu sei que já brinquei com fogo, mas eu tenho medo de me queimar também. Esse público que ri de tudo, me transmite medo. Gargalhadas me sufocam o pensamento. Pra onde foi todo mundo que jogava comigo? Eu não quero mais jogar sozinha. Isso tudo me arrepia a pele e me quebra os ossos. Não enxergo mais com meus próprios olhos. Não me sinto mais como antes. Eu só quero voltar pra casa, botar meus pés no chão. Deixar o vento bagunçar meu penteado. Tirar os troféus da estante e polir esse meu novo coração. Porque todo mundo sabe que no fim do jogo, a rainha e o peão voltam pra mesma caixa.


Aninha.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bochechas cor-de-rosa.


E você está sempre lá. Quando eu preciso e quando eu não preciso também. Seus braços se encaixam perfeitamente aos meus, e seus abraços sempre me acalmam. Seus olhos parecem duas bolas de gude que penetram em minha alma, e, quando me fitam, parece que desvendam tudo que meu sorriso tenta esconder. Você sabe quando meu "estou bem" é apenas da boca pra fora. Me conhece, talvez, como a palma da mão. Eu nunca vou conseguir explicar o que eu ouço quando você não diz nada. Você é aquele que eu provoco e irrito. Meu menino. Meu garoto das bochechas cor-de-rosa. Aquele que por fora parece infantil, mas se mostra a cada dia mais maduro e responsável. É meu motivo de orgulho. Você é meu pequeno, que me faz sorrir só por estar sorrindo. Obrigada por ser do jeito exato que você é. Porque se você não fosse assim, talvez eu não me orgulhasse tanto só em dizer que você existe. Obrigada por tornar meus dias melhores, por estar sempre arrancando de mim um sorriso sincero. Obrigada pelas madrugadas perdidas, pelas mensagens insanas. Obrigada por tudo e por mais um pouco. Obrigada por apenas respirar e continuar vivendo, porque sem você, é como se eu não tivesse um pedaço de mim. Além disso, me desculpe por ser tão boba e criança. Me perdoe por te fazer mal, por te machucar, ou por te ferir. Você é muito mais que só um menino pra mim.
Garoto, apenas sorria pra me manter sorrindo. Apenas se alegre, pra me deixar alegre. Porque sua alma é bem mais grandiosa do que você imagina. E seu coração, ah, seu coração é bem maior do que o meu. E por trás desses olhos, que fingem ser impenetráveis, eu enxergo um menino cheio de amor. Um menino de uma bondade enorme, e de um sorriso contagiante.
O meu amor não é da boca pra fora, eu te amo, com toda minha alma, e, de todo o meu coração.


Aninha.

A vida continua.


Ei, menino. Sim, você. O garoto das bochechas rechonchudas e da covinha afeminada. Não fique triste. Eu não quero ver você assim. Eu sei que sou um pouco esquisita, menina cheia de manias, de manias que machucam os corações. Mas, me desculpe. Eu nunca quis te magoar. Você sabe que eu esqueço que seu coração é frágil, e insisto em pisar. Mas, não venha com essa de que você nunca me feriu, e não esqueça que dentro de mim você já teve lugar, e por culpa tua esse lugar ficou cada vez menor. Mas ainda assim, não deixe de lembrar que aqui dentro ainda exite um espaço, não tão pequeno quanto você acha que é, que é todo seu. E deixe de me olhar com esse olhar pidão, você é muito mais que isso. Você é muito mais que só um menino. Já provou pra quem te chamava de criança, que essa criança já cresceu. Mostra pra todo mundo que esses olhos verde-oliva que insistem em me trazer lembranças, já sabem pra que caminho olhar. E pára de chorar por quem não quer te ver derramar nenhuma lágrima. E tenta seguir um caminho que não te leve de volta pra o que já fomos. Porque a vida continua. E antes que você me pergunte, meu coração não é de gelo, mas admito que está quase chegando a ficar. Ei menino, eu te sopro um punhado de aventura, um bocado de amores, e um monte de felicidade. Porque essa tristeza que você insiste em levar contigo, esconde o sorriso do qual já gostei.


Aninha.

domingo, 20 de novembro de 2011

Vai, abre o coração.


Vai menino, abre o coração. Isso mesmo. É assim mesmo que você está fazendo, vai sentindo. Deixando o ar puro entrar e possuir sua mente. Foi isso que eu sempre quis pra você. Te oferecer amor, te apresentar para ele. Se joga, garoto. Amar é a melhor coisa do mundo, não percebe? Permita apaixonar-se de verdade, e não pela metade. Sentimentos são incríveis quando são sentidos por inteiro! Por isso liberte-se pra isso, amor. Eu sei que você é capaz de sentir. No fundo seu coração bate tanto quanto o de qualquer outra pessoa. Por isso vai amor, abre logo a porta principal do coração. Deixa esse cheiro de canela entrar. Eu sei que você não está mais comigo, mas eu quero esse sorriso no seu rosto. E o amor é pra isso não é mesmo? Sorrisos. Então seja feliz, menino. Mas não esqueça que eu ainda enxergo você. Liberte-se, mas não me esqueça. Mas agora, vai. Voar em direção de algo que aqueça seu coração. Corre. O tempo tá passando, e meu coração a cada dia se torna mais frio e independente. E eu juro que você não vai querer isso para o seu também, menino. Por isso me prometa, amor. Me olhe nos olhos e diga em voz alta que você vai correr em direção ao sol.
Mas agora vai garoto, liberta esse teu coração. Que se diz tão forte, mas é tão flexível.


Aninha.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sentimentalismo.

Sempre me julguei forte o bastante sentimentalmente pra não sofrer por besteiras. Com o tempo percebi que minha força se baseava em ingenuidade. E com as decepções meu coração se tornava mais frio, áspero e inseguro. Comecei a controlar minhas emoções com o medo do fracasso, e passei a doar pouco de mim tentando amenizar o que sentiria caso tudo desse errado. Minha insegurança e meus ciúmes buscavam nos mais puros lugares informações que me deixariam triste. Percebi que eu mesma me trapaceava. Deixava de viver o que era bonito, sincero e seguro, me preocupando com detalhes que nem eu mesma sabia se existiriam de verdade. Passei a viver pela metade por mera bobagem. E acreditar em contos de fadas se tornou quase impossível, perdendo todo o romantismo que cultivei por todos esses anos.
Hoje, desejaria mais do que nunca o brilho nos olhos que eu possuía quando não sabia o que era ficar perdidamente apaixonada por alguém. E gostaria de querer mais do que qualquer coisa voltar a depositar todo o meu amor nas minhas bonecas e nas minhas histórias cheias de finais felizes e inovadores. Eu queria poder desejar que se pudesse mesmo voltar no tempo, que num passe de mágica todos os meus medos e meus receios voltassem a ser pequenos, e, que minha única duvida fosse que lápis de cor usar pra pintar meus desenhos. Mas fico feliz em dizer que meu coração não se compara a nenhuma fita cassete que eu possa rebobinar, que, não posso simplesmente voltar atrás e começar tudo de novo. Mas, posso continuar de uma maneira diferente de onde parei, e que a cada parada, ainda posso começar de novo. Mesmo com meus medos, minhas paranoias e com todas cicatrizes que ficarão em mim ao longo da vida. Fazendo de toda essa desconfiança, aprendizado. E tendo comigo sempre uma nova meta de vida. Dizendo pra mim mesma que insegurança me tira o sorriso do rosto. Então, chega de viver com medo. Hoje, mais do que qualquer outro dia, posso dizer que é incrível a sensação de se estar apaixonada. Que pouca coisa no mundo, se compara ao frio na barriga de encontrar um amor. E é isso que me dá forças pra ser diferente, pra mudar meu comportamento.

Por isso concluo que se é pra sofrer, sofrerei. E que sejam as melhores lágrimas e mais sofridas que eu derramarei. Sentimentos não podem ser desperdiçados, sejam eles amargos ou não. Mesmo eu não sendo forte o suficiente pra muita coisa, a partir de agora me tornarei diferente. Pelo mesmo motivo que sempre me moveu: o amor. Não vou me deixar levar por hipóteses e gráficos mal elaborados do meu subconsciente paranoico. Eu vou viver o dia de hoje. Porque o ontem já passou, e o amanhã nunca chegará. E independente de quanta dor se carregue no peito, um sorriso sempre amenizará a tristeza carregada.


Aninha.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por mim.


De repente, me vi ali sozinha. Encarando meus medos cara a cara. De trilha sonora, algo que me mantinha agitada, eufórica, em busca de aventuras que me fizessem sentir viva, com todos os sonhos do mundo prestes a serem idealizados.
O céu estava incrível, meu corpo aquecia com o sol, e meus olhos enxergavam o futuro. Eu dançava sozinha, no ritmo do vento. Lembrava agora de quando você disse, que se olhasse para as nuvens os prédios pareceriam se mexer. Finalmente eu consegui sentir. E agora eu me sinto livre, como se tivessem me libertado de uma grande sentença. Bem mais leve do que antes, bem mais do que eu achava que poderia me sentir depois que você fosse embora. Eu estou bem, caso você se pergunte por isso. Estou melhor do que nunca, ou pelo menos prefiro acreditar que estou.
E enquanto o sol invade minha pele, eu percebo que estou apaixonada. Mas não por outro alguém, e sim por mim mesma. E esse, com certeza é o melhor romance que eu já tive.


Aninha.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Doar-se.



Estou descobrindo que chorar é dizer sim as emoções. É botar pra fora o que não cabe dentro da gente. É transbordar-se de sentimentos. É um modo esquisito de dizer que nos importamos. É deixar que um misto de doçura e raiva possua seus controles, fazendo lágrimas descerem pelas bochechas e formarem poços de água salgada abaixo de nossos queixos. Não importa o quanto a razão grite, berre, ou esperneie, sabemos que as maiores dores são aquelas que não podemos ver.
Também não importa os motivos que irão me dar, ou quantas razões plausíveis jogarão sobre a mesa, nada me levará a crer que não irei chorar de novo. Porque eu sei que vou. Mas, não me sinto mal por isso. Afinal, a vida é mais interessante do que dizem que ela é, e seus encantos podem estar escondidos nos mais diversos lugares. E é por isso que eu quero chafurdar das dores. Mergulhar nos risos dos rostos mais desconhecidos. Porque não vou mais me contentar com nada, só vou querer o que é meu por direito. Sem essa de ser compreensível. Vou espreitar pelas janelas, e voltar a acreditar nos sonhos que deixei voar. Naufragar entre lágrimas e perder-me entre sorrisos.
Não importa onde eu esteja, eu vou dar um pouco mais de mim.


Aninha.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Baby, vou sentir saudade.


E eles precisavam conversar, e conversaram. A conversa não saiu do jeito exato que ela queria, mas pelo menos as coisas se resolveram. Sendo trágico ou não, é triste quando temos que nos desapegar do que é nosso. A não ser que você já seja desapegado. No fundo ela só queria escutar da boca dele o quanto ele gostava dela, ela só queria ver nos olhos dele esperança pelo que eles eram. Ela só queria, que ele num ato de elegância dissesse: vamos tentar de novo, por você eu tento mais uma vez. Mas não foi assim que aconteceu, a esperança que ela sentia foi ficando escassa com o passar da conversa. As palavras dele machucavam o coração dela, mas mesmo assim ela tentava parecer forte, para que as lagrimas dela não confundissem os sentimentos dele. Tudo que ela não queria agora era que ele sentisse pena dela. Ele disse tudo que queria, disse que pra ele não dava mais. E foi assim que eles se despediram. Se abraçaram, e deram um ultimo beijo. Seus olhos se cruzaram e ela disse a ele que sentiria saudade, não que ele já não soubesse disso. Suas mãos se distanciaram e foi assim, exatamente assim, que tudo terminou.
E incrivelmente a garotinha não possuía o rosto coberto de lágrimas. Não naquele momento.


Aninha.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Rotina perdida.


Me perder nunca foi uma escolha da qual eu pudesse fazer. Confesso que muitas vezes me orgulhei por não ter direção para seguir. E que por motivos que nem me lembro mais, já quis fugir de todas as pessoas que me cercavam, só pra me desapegar dos problemas e das preocupações que rodeavam meus pensamentos. Fugir pra um lugar onde meu coração sossegasse e onde meus pés não perdessem o equilíbrio. Estar perdida nunca foi um problema. Ser perdida talvez fosse uma das características mais marcantes da minha personalidade. Independe disso, as vezes eu sentia que precisava fincar raízes, ou simplesmente jogar migalhas pelo caminho, marcando os lugares em que já passei pra não cair nas mesmas armadilhas e nos mesmo truques que já havia caído antes. Sempre me julguei esperta o bastante pra não me machucar demais, mas parece que com o tempo - ao contrário do que dizem - as emoções se tornaram mais intensas, ou talvez isso só aconteça comigo. Até porque nunca considerei sensibilidade como qualidade, não no meu caso, onde a sensibilidade transborda sobre a razão. Onde o coração palpita forte e as lágrimas insistem em cair sem ao menos me perguntar se podem. Sem querer me perder nesse texto, mesmo sendo inevitável - me perder já virou rotina - vou tentar explicar melhor o estou tentando dizer: o problema não é não saber pra onde ir hora ou outra, e sim estar sempre sem direção. E me responda você, que caminho seguir quando se está perdida?


Aninha.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amor de praia.


Sempre fui uma menina de poucas palavras. Nunca soube me expressar com facilidade e dizer tudo que eu sinto. No fundo sempre gostei que me entendessem pelo olhar, assim eu economizaria minhas falas e entenderiam melhor meu coração. Afinal, dizem que o olhar é a janela da alma. Acho que por isso que com o tempo aperfeiçoei minhas expressões, pra que ficasse um pouco mais fácil me decifrar.
Entretanto, encontrei um amor de praia, eu não sei bem explicar o que ele é. Posso até tentar dizer o que sinto, mas as palavras nunca vão sair da forma como eu quero que saiam. Eu só sei que ele é importante. Que eu não quero perdê-lo. Não quero deixa-lo ir, e muito menos quero que ele queira ir embora. Se o nosso amor começou na praia, deveria era nunca mais terminar. As estrelas deveriam abençoar o que existe entre nós, nos dar um brilho próprio. O sal, apimentar a relação. A areia por precisar de tantos grãos juntos deveria nos mostrar que é preciso haver companhia. O vento deveria nos explicar que nunca será constante, que nosso amor será de altos e baixos, de brisas e tornados. A água deveria limpar nossas almas, purificar nossos sonhos. E a lua deveria nos guiar quando não sabemos pra onde ir, nem o que falar.
Seria tudo menos complicado se eu pudesse entendê-lo. Seria tudo menos complicado ainda, se ele pudesse me amar. Tudo que eu quero é dar a ele o melhor que ele pode me dar.


Aninha.

Eu não sei.


Se era quente, eu não sei. Se ficou frio, pouco me importa. Nunca fui uma garota exigente, e nunca cobrei mais do que eu mesma podia dar. Sempre fui feliz com o pouco que me davam, vendo a beleza da simplicidade. Carência sempre foi a minha palavra. Meu humor variava conforme a atenção que ele me dava. Mas mesmo assim, nunca me importei com o medo que ele me fazia sentir. Seu jeito bobo e inocente ocultavam a esperteza por trás dos olhos. Confesso que muitas vezes me assustei, diminui o passo e caminhei lentamente pra me encaixar aos pensamentos dele. Não que eu tenha obtido sucesso, pra mim ele sempre foi um mistério de 8 letras.
Uma incógnita que me intriga a todo momento. De tão complicado ele se diz simples. Deve ser menino que tem aquelas respostas que estão onde você menos espera, mas que a gente encontra no lugar mais obvio e esperado possível. Paixão é um sentimento complicado, traiçoeiro e assustador. Mas no final de tudo, ter medo de se entregar é o que está errado.


Aninha.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma estranha conhecida.


Digamos que por um motivo qualquer eu pensava que as coisas permaneceriam sempre iguais. Sempre com o mesmo formato inicial, ou final, dependendo do ponto de vista que se analisasse seria visto diferente, mas sempre teria a mesma aparência e conteúdo. Até com o mesmo cheiro, com as mesmas depressões, formas e vontades. Que sempre seria uma coisa constante, que não mudaria seu rumo no meio da caminhada. Também achava que as brincadeiras soariam sempre parecidas, que o tom da voz seria sempre o mesmo. Que a intimidade não se perderia, e que o vazio estaria eternamente preenchido com o saber da existência e da felicidade alheia. Acreditava em meus pensamentos que a distancia não significava ausência, e que estaríamos ligados por algum motivo maior e sadio. Digamos também que no ''antes'', a ingenuidade fazia parte do meu todo, querendo ou não. E no ''agora'', ela passa apenas sorrindo, acenando de longe e indo embora com uma rapidez perceptível.
Sem querer dizer nada: um dia tudo volta ao normal. Há quem diga que nada mudou, mas eu não digo. Talvez o normal tenha se tornado diferente, e o diferente seja o novo cotidiano. Uma estranha conhecida, foi isso o que acho que me tornei. Pouco me importa a classificação dada pra isso, até porque não estou querendo desmerecer nada. Muito menos o que isso se tornou.
Um porra pra você, passar bem.


Aninha.

domingo, 11 de setembro de 2011

Um clichê, seguro e são.


Esqueci minha alma com você, achando que isso te prenderia a mim. Que a cada telefonema que eu fizesse, seu coração palpitaria mais forte por possuir uma parte minha. Usei de artifícios, bolei planos, usei meus truques pra te prender. Nada me adiantou. A única conclusão que tirei de todas as tentativas que falhei, foi que a liberdade é o que nos prende de verdade. Mesmo assim, depois de muitos erros continuei tentando, cutucando a mesma ferida e errando várias vezes pelos mesmos motivos que eu já sabia quais eram. Mesmo assim, minha teimosia sempre falou mais alto que qualquer coisa, meus atos e meus planos não mudavam de rumo conforme a música. Eu mudava a música conforme meus planos. Escolhia minha própria trilha sonora, e por isso agitava minhas manhãs de calmaria. Por vezes, escolhi a música errada. Mas isso só me fez agitar em momentos ruins, ou chorar em momentos bons. Me fazendo ser assim do jeito exato que sou, sempre inconstante, insana, insegura. Livre por opção. O que me fazia a cada dia querer prender raízes, e fincar meus pés em algo seguro e são. Por mais que no fundo da minha alma, uma voz sussurre ''Dê liberdade'' o que eu mais desejo no mundo é te prender aos meus braços. Dizem que buscamos no outro, o que falta em nós. Eu busco segurança, sensatez, equilíbrio. Eu busco o clichê, e ninguém pode me culpar por isso.


Aninha.

sábado, 27 de agosto de 2011

Amor se escreve com 8 letras.


Se eu te pedir pra ser sério, não acredite em mim. Se eu implorar pra você mudar, finja que acredita que meus planos dão certo. Se todas pessoas te olharem de lado, eu estarei olhando na sua direção. Amor, você é tão bonito nos meus sonhos. Sabe quando eu acordo feliz? É porque meu primeiro pensamento foi você. Se um dia eu desmaiar ou morrer, prometa botar no meu túmulo uma pedra com teu nome. Garoto, eu sei que já te disse, mas, eu não quero rosas. Nem quero lágrimas. Porque o seu sorriso é o mais sincero que eu já vi. Mas me prometa que vai entrar na academia. Largar o sedentarismo, parar de comer em fast food. Eu sei que disse que exercícios são perda de tempo, mas, não acredite em mim. Não amor, não tente parar o tempo, gosto de observar sua barba crescer. E veja, meu cabelo já está enorme!
Uma vez você me disse que não tinha coração, desculpe te decepcionar meu bem, mas quando eu deito em seu colo, consigo ouvir sua pulsação. Ei, você consegue sentir isso também? Esse vento gelado que me arrepia a pele quanto te toco? Costumo acreditar que são nossas almas, talvez elas também saibam conversar. Meus olhos estão tão cansados de te apreciar tanto. Menino, porque você é tão bonito? Me escute, eu não quero que você se vá. O que? O que eu tenho a falar sobre nós? Ah, amor. Eu só quero que seja bom enquanto durar. Sem cobranças nem tempo limitado. Enquanto sua risada me aquecer, eu quero sonhar com ela. Não corra dos meus sonhos, não me culpe por você ter que ocupá-los todas as noites. A culpa é sua. Já disse que não me apaixono fácil. Mas foi fácil, não foi? Garoto, eu quero que você faça o que quiser. Mas ei, eu quero que você se apaixone por mim. Será que eu consigo? Não sei. Quero abrir os olhos e não ter medo de olhar para o sol, não quero me queimar, nem quero te queimar também. Não quero me cansar por te esperar, por isso acho que vou me sentar amor. Pois eu já sou sua, inteira sua. De corpo e alma e coração. Uma vez eu pensei que sentimentos fossem capazes de nos fazer voar, mas o único lugar que eu quero estar é ao seu lado, menino. O caminho pode ser longo, mas eu não preciso de relógios com você. Nem tenho pressa. Hoje é você quem faz a minha hora. ''Eu faria você feliz se isso te fizesse feliz.'' Você diz que eu guardo tudo que você fala, mas amor, eu só guardo quando o que você diz me cala. Não me deixe brigar com você. Mas qualquer dia eu vou pedir meu manual de volta, não parece justo pra mim quando eu não sei te decifrar e você sabe tudo o que fazer. Mas amor, não grite comigo, já te disse, meu coração é sensível, e você também é capaz de me fazer chorar. Ei garoto, vou te contar um segredo: o amor tem 8 letras se você contar. Se eu te arrancar as orelhas, ou te morder muito até doer, você sabe que a culpa não é minha. Vou brigar com seu perfume, por me trazer saudade mesmo quando você ainda está por perto. Ei amor, posso te pedir mais um favor? Eu não peço nada em troca, mas, quando você for embora, não esqueça de me dizer ''Adeus''. Eu sei do seu jeito esquecido, mas, se você esquecer, vou ficar triste e não vou saber o que fazer. Aquela promessa que eu faço, que você sabe que é sincera, se assim for, nossos dedos não vão poder se cruzar, amor. Ei garoto, e se eu falar que eu te... adoro, você ainda vai continuar aqui? Não importa, porque por você eu me arrisco. Meu amor é único, meu amor tem 8 letras.


Aninha.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jogue migalhas pelo caminho, amor.


Não jogue a passagem de volta fora, só porque você está magoado amor. Eu sei que é difícil dizer as verdades, e foi difícil, acredite. Mas alguém precisa ouvi-las. Está batendo contra o peito uma vontade de te pedir perdão. Minha pulsação acelera, dando ré num carro sem freio numa curva onde a curva se fecha. Uma multidão espantando a lucidez da vida, onde nem bagagem se leva. Pra que viajar sem volta? Pra que voltar sem viagem? Fazendo as malas e botando nelas só pares de meias. Coando a tristeza, cultivando sorrisos. Paredes brancas me roubando olhares, imaginação distribuindo criatividade. Pisando em poças feitas por lágrimas de desconhecidos. Amor, não leve embora meu olhar caloroso. Bote nas malas seus pertences. Sou sua, em pensamentos. Só, e somente só. Devolve as estrelas, retire dos teus olhos a esperança de me ver sorrindo ao teu lado. Não me roube. Não viverei feliz em cativeiro. Minha tristeza te tirará os sonhos. Mas, não jogue fora sua passagem de volta, amor. Quem sabe um dia haja volta, um dia. Guarde o mapa, jogue migalhas pelo caminho. Porque talvez amor, você ache a chave dourada para abrir a porta. Quando você achar, ah amor, você só precisa sussurrar, ou olhar nos meus olhos e eu vou entender. Vou saber exatamente o que fazer.


Aninha.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Luzes assim como as de festas.

Eram luzes de festas, explodiam... se quebravam, davam vida àquela monotonia.
A madrugada mudou a partir dali, o velho trem passou. Senti algo que nunca havia sentido. O que era aquilo? De repente meu mundo mudou de cor. Fiquei sentada esperando as nuvens, observei com cautela. Onde eu estava? Talvez numa vida paralela daquela que eu queria estar. Não. Eu estava bem sendo assim, do jeito que eu pensava ser. É. Continuei ali, parada. Observando a movimentação de pessoas sorridentes totalmente desconhecidas. Seus rostos não me eram familiares. Porque eu estava ali mesmo? Não sei, mas estava. Me levantei e caminhei, minhas pernas tremeram, um formigamento percorreu por toda minha face. Tremi de frio. Busquei procurar respostas com aquelas pessoas que nunca tinha visto. Só percebi que estava ali, perdida, num lugar onde não conhecia ninguém. Parei por outro instante, vi de longe uma luz que clareava toda a rua. Segui em direção a ela. Dizem sempre que na dúvida, é para se caminhar em direção a luz. Obedeci. Fui seguindo meus passos. Continuei andando, quanto mais eu andava, mais distante a luz parecia estar. Estranha utopia. Mas não desisti, não. Firme e forte continuei. Meus pés já estavam cansados. De que importa? Eu nem sabia onde estava. É. Olhei para os lados, as pessoas se calavam. Me observavam de uma maneira assustada. Tentei não ligar, eram pessoas estranhas. Levantei meus pés do chão, eles sangravam. Não fazia muito tempo que eu estava andando. Mas quanto mais eu andava, mais me doía. Tanto faz, eu ainda estava bem. Ainda conseguia caminhar. Continuei. Os fogos e as luzes se distanciavam, e a luz que eu seguia estava cada vez mais longe. Naquele momento a unica coisa que eu queria era alcançá-la. Não me pergunte por que. Nem eu mesma sei. Percebi que meus olhos estavam mais cansados que meus pés. Minha coluna gritava por descanso. Se eu tivesse um conselho pra dar, diria não siga até a luz. Resolvi descansar. O fiz. Sentei numa árvore rabugenta, com folhas secas ao seu redor. Fiz do casaco um travesseiro. Me aconcheguei em meus lençóis imaginários. Adormeci, e quando acordei... Estava rodeada de olhares curiosos, de rostos conhecidos. Eu estava em casa de novo.

Aninha.

sábado, 13 de agosto de 2011

Gastando a voz com sussurros.


O que me fez mudar eu não sei. Eu só sei que mudei. Num dia qualquer me olhei no espelho e vi que estava diferente daquilo que já fui. Não só por fora, talvez nem tanto por fora. Por dentro. Eu não era mais a menininha ingenua que sempre fui, nem a garotinha meiga que fazia bico por qualquer motivo. Agora eu me sentia mais forte, porém, mais fria. Trocava meus sonhos por noites impetuosas. Gastava minha voz com sussurros. Distribuía olhares a desconhecidos. Vagava pela noite buscando por almas quentes que aquecessem por minutos a minha. Esquecia dos planos que já tinha feito, e das promessas que não foram cumpridas. Escondia minhas memórias. Relembrava mágoas do passado sem derramar nenhuma lágrima. Filtrava só as coisas boas e esquecia que as ruins me rodeavam. Pensava em nada e em tudo, eu só queria paz. Me libertar como uma gaivota e seguir num mar profundo de emoções a serem exploradas. Me desacorrentar daquele peso que me afundava a cada dia. Mas a chave da minha liberdade estava cravada com sangue em algum lugar do meu corpo que eu não sentia mais bater. Com o tempo o que me fazia congelar era meu querido coração, que se esfriava com todas as manhãs de domingo sem sol que passavam. Eu não queria me tornar assim. É difícil fazer voltar a bater o que já nem se quer sabe se existe. Mas nada é por acaso, ou talvez seja. Eu não sei que rumo seguir nem que direção me levar. Eu só sei que o caminho mais longo é a jornada em que não posso falhar de jeito nenhum, e que as poças com lágrimas evaporarão com o aquecimento desse caminho, o sol voltará a brilhar de um jeito só dele. E meu sorriso consequentemente vai brilhar também.

Aninha.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Incertezas de um vida já vivida.


Não estava tão escuro quanto eu achei que seria. Minhas feridas se cicatrizavam com uma rapidez inesperada. Meus cortes que antes eram profundos e dolorosos agora não passavam de pequenos arranhões, que com o passar do tempo iriam sumir para sempre. Talvez um ou outro deixasse alguma marquinha que quando eu encostasse doesse, mas, nada de tão grave quanto eu esperava que seria. Minhas lágrimas, minhas dores, meus pecados, seriam eternamente cravados em alguma tábua de madeira e jogados ao mar. Todos meus defeitos sumiriam, e eu, assim como nenhum ser humano é capaz de ser perfeito, sumiria junto a eles. Então de que me adiantava querer o total e completamente puro? Eu teria que ser as vezes suja pra me tornar ser. Ser este, capaz de se tornar alguém... Alguém tão inocente em seus defeitos que o sujo não parecia tão diferente do puro. E assim meus erros não seriam igualmente proporcionais aos meu acertos, pois pra mim, os defeitos seriam poucos. Talvez culpa da minha ingenuidade de criança e dos meus olhos que teimavam em querer ver só o lado positivo das coisas. Ou não. Não sei, só sei que eu não iria afundar ali mesmo, meus pulmões ainda estavam cheios de ar, talvez o ar estivesse um pouco poluído, mas de que importa? Eu só sei que eu não queria afundar. Mas eu ainda pensava nas consequências, por um momento quase não consegui abrir os olhos.... Não sabia se era melhor eu me agarrar naquela tábua, recheada de defeitos e flutuar, ou simplesmente afundar nas lágrimas das minhas mágoas. Eu me senti perdida, tudo bem que eu estava numa imensidão não tão escura quando eu pensava que seria. Mas mesmo assim, nada me fazia bem, nada me fazia querer reagir. Eu estava aos prantos, na dúvida entre a vida e a morte. Mas foi ai que eu arregalei meus olhos, observei o sol secar as lagrimas que eu derramava sobre meu braço. Senti o calor penetrando minha pele e me queimando lentamente. Por um momento de fraqueza quase optei pelo caminho mais fácil. Não sei o que se passou pela minha cabeça naquele instante, eu só sei que, naquele momento, no momento em que os raios de sol secavam meu rosto, eu me senti aquecida, protegida, confortável... E meu sorriso, que há muito tempo não aparecia, apareceu... Iluminando minha face. Percebi que tudo que eu precisava, era me sentir assim de novo, pois há muito tempo eu não me sentia. Aquilo me fazia falta e me fazia bem. Lembrei então de momentos em que eu fui feliz, em que meu sorriso aparecia com frequência, e me recordei vagamente de ter em meu coração algo que eu não conseguia decifrar. Mas que com o passar do tempo se extinguiu... Eu só sabia, que naquele lugar, onde um buraco enorme tinha se expandido, ali... exatamente ali, ficava um sentimento puro e inocente. E tudo que eu queria, era tê-lo de volta aquecendo meu coração.

Aninha.

domingo, 24 de julho de 2011

Awn você!


Parece absurdo, mas eu me sinto bem. Mesmo longe, eu consigo disfarçar minha vontade disso tudo. Se eu te encontrasse sem nenhuma máscara, sem nenhum desejo oculto, eu saberia exatamente onde te levar. Talvez eu escondesse meu jeito tímido de te mostrar meu mundo, talvez nem tivesse sentido tudo que eu tentasse te mostrar, e você nem entenderia meu sorriso. Minha respiração seria devagar, seu cabelo voaria com o vento e as maças do meu rosto estariam vermelhas, mas não por vergonha, e sim, por estar com frio. Mas nesse momento, eu não me importaria com mais nada além de você e eu. Talvez eu me importasse com o casal de velhinhos que passavam por ali, mas eu tenho certeza que isso deixaria o nosso instante ainda mais nosso. Ninguém sabe, mas quando eu paro de repente pra fingir amarrar meus sapatos sem cadarço, é porque só estou observando seu andar desleixado, e tentando compreender seu jeito despreocupado de ser. Eu tenho uma observação sobre você! Um dia, num dia qualquer, ou numa noite qualquer, num momento especial eu vou chegar e sussurrar no seu ouvido tudo aquilo que eu penso ao seu respeito, vou te dizer com toda minha vontade o que eu mais quero te dizer desde o momento em que te vi de novo. Meus olhos vão se encharcar de lágrimas que virão da alma, e uma poça de emoções se criará bem diante dos teus pés. Meu sorriso será o mais sincero que eu já terei dado. E você, ah você! Você estará radiante como sempre esteve.

Aninha.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma breve história sem rumo.


O frio e a chuva embaçavam minha janela, eu não conseguia, assim, de leve, observar a movimentação da rua com toda aquela neblina. Meus olhos lagrimejavam com aquele frio, a ponta do meu nariz estava congelada. Meu cérebro parou de funcionar por algum tempo, quando, ousei sair de casa. Botei meus pés na neve, e, por um momento senti a necessidade de tirar meus sapatos e jogar minhas meias, o fiz, e imediatamente senti um arrepio percorrer minha espinha. Continuei ali, caminhando embaixo da chuva que agora não virava mais neve. A chuva derretia calmamente aquela imensidão de branco sobre o asfalto. O dia era cinza, e os prédios acalmavam a ventania. Avistei, distante, um pedaço de tronco largo, pensei que ali eu poderia sentar e ler calmamente alguns panfletos que antes haviam me entregado. Não havia quase ninguém por perto, e quase adormeci com a monotonia naquele quarteirão quase abandonado. Me perdi nos meus passos e quando dei por mim já estava ao lado do tronco que tinha avistado. O tempo passou rápido, minha caminhada foi breve até ali. Me aconcheguei meio sem jeito sobre aquele velho tronco esquecido, perto de uma bonita praça deserta. Percebi que meus pés estavam quase roxos, e que não sentia meus dedos. Botei de volta minhas meias, e em seguida esquentei meus pés com minhas mãos. Retirei os panfletos dos bolsos e percebi entre eles um que me chamou a atenção. Não me lembro ao certo o que o panfleto dizia, só sei que ao ler, involuntariamente meu sorriso apareceu. Talvez fosse algo sobre o amor... isso, com toda certeza, me fazia sorrir.

Aninha.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em casa.




Senti aquele suave arrepio que sempre acontecia quando eu o via, mas minhas mãos não suavam mais, nem tão pouco eu estremecia, agora ao seu lado eu me sentia em casa. Eu sentia que ele podia decifrar minha alma, talvez por isso eu sempre desviasse o olhar quando ele me encarava, talvez por isso eu me calasse e o fitasse por tanto tempo: eu queria compreende-lo também. Queria entender seus gestos, suas expressões, seus bicos e suas birras. Queria tê-lo mais perto ainda de mim. Como quem tem um objeto, eu queria tê-lo. Decifrar seus segredos, e saber todas suas falhas. Queria conhecer cada parte do seu corpo de um jeito que só conheço o meu.


Aninha.

sábado, 2 de julho de 2011

Detalhes que fazem a diferença.


Se eu tivesse apenas um conselho para dar, eu diria: Ame. Ame com todas as suas forças e com toda sua alma. Porque amar nunca é o bastante. Ame tudo aquilo que te faz bem, ame tudo aquilo que te dá reciprocidade. Ame as pessoas que te apóiam e que te desejam alegria. Ame seus familiares, e seus amigos. Ame os cachorros, os gatos e os periquitos. Ame as plantas e os coacervados. Ame. Apenas ame. Ame também aquele que te olha de lado. Ame também aquele que te deseja mal. Ame aquele que te disse obrigado, e ame aquele que te pediu perdão. No meu ponto de vista, amar é viver. Por isso, ame tudo aquilo que você deseja amar. Entre no jogo do amor, e jogue com todas as suas forças, dê o melhor de si. Jogue com toda sua vontade. E por mais que te digam que você não pode voar, não acredite nisso. Porque voar não é apenas bater assas e levantar vôo, voar é se libertar. Voar é se sentir leve, solto, suave, se sentir bem. Mostre pra eles que no seu jogo, quem faz as regras é você. E que se você quiser voar, você irá voar. Por mais que digam que você não é capaz disso. Mostre pra todo mundo que você é capaz de qualquer coisa, porque você é bem maior do que eles pensam. Mostre também, para si mesma que você é maior do que aquilo que você mesma acha que é. Se surpreenda.
A vida está ai para vivermos, e não para sobrevivermos. Já disse alguém que: existe uma sutil diferença entre os que vivem, e os que passam despercebidos pela vida. Viver é sentir na pele todas as emoções, todos os sentimentos. Por tanto, se apaixone inúmeras vezes. Ame, e sorria por amar. Ame, e sofra pelo mesmo motivo. Faça birra, chore, grite, esperneie, peça desculpas. Peça perdão. Gargalhe, ria, chore de rir, se encante e encante. Fale o que pensa. Aja por impulso. Pense o que falar. Aja com a consciência. Independente do que o que você faça, viva com toda intensidade possível. Se for pra rir, chore. Se for pra chorar, ria. Seja insana. Seja inconstante. Seja você. Foda-se a sociedade, foda-se o preconceito, foda-se a perspectiva de vida. A vida é somente uma, então faça jus ao mérito de viver e se emocione por estar viva. Agradeça por ter a chance de mudar o mundo, ou de apenas mudar as pessoas com quem você se importa. Faça a diferença. Não seja apenas mais uma.
Não queira promessas, pois promessas criam expectativas. Nem queira finais, pois finais só são felizes quando são contados. Queira novas histórias, novos começos. Histórias que sejam trágicas ou não, mas que sejam vividas intensamente. Que te tornem alguém melhor do que aquilo que você já é. E que quando chegue o seu final surpreendente, você se sinta nova, viva, e pronta para uma nova história. Pois a unica garantia que temos, é que quando uma velha história termina, uma nova história começa. Por tanto, faça a sua história. Ou melhor, faça história. Marque a vida de alguém, mesmo que seja por um tempo determinado.
São nos detalhes, que percebemos quem são importantes pra nós.


Aninha.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Num dia qualquer, talvez.


E eu olhava pra ele, e ele olhava pra mim. O silêncio era a base da nossa conversa. Eu gostava, aparentemente ele também. Ele me fazia bem, aparentemente eu fazia bem a ele. Num dia qualquer vou descobrir que me apaixonei, talvez pelo seu olhar, pelo seu cheiro, ou até por alguma conversa boba que tivemos e eu ri sem nenhum tipo de explicação racional. Se eu amei? Não sei. Mas talvez eu tenha a certeza de que amo, talvez eu possa amar... mas só talvez. Talvez num dia qualquer, eu nem o reconheça mais, nem ele a mim. Mas enquanto isso, estamos bem. Do jeito que estamos, e da forma como nos conquistamos.


Aninha.

domingo, 26 de junho de 2011

Seja como você é, assim.


As coisas começam, duram (ou não) e terminam. Assim como um ciclo. Ninguém é o mesmo depois do fim de algo. As pessoas mudam, se reciclam, melhoram ou pioram. Mas não continuam as mesmas, nunca. Mudança é a lei da vida, ninguém volta a ser o que já foi. Nem querendo, nem tentando. Não tem essa de ''O culpado é você''. Ninguém fica preso ao passado, todo mundo se faz de coitadinho. Mas o segredo é se permitir, você tem que se permitir. Permitir se apaixonar de novo, gostar de novo, rir de novo. Viver, amar, sorrir, cantar, dançar. Praticar os verbos. Falar em voz alta e em bom tom: Passou. E agora já era, já se foi. Deixei pra trás, enterrei. Esse é meu novo jardim, com novas flores, algumas morreram, mas nascerão algumas mais bonitas em breve. - Esse é o segredo: Não corra atrás. Seja você mesmo que aparecerá, seja o que for.


Aninha.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

6 de abril.


Como foi que você fez? Me enfeitiçou. Era algo no teu sorriso doce e tranquilo, talvez aquela marquinha na sua bochecha esquerda me fizesse rir como ninguém. Não sei. Era algo em você, no seu jeito de ser. Talvez seu perfume me anestesiasse, me fizesse entrar num mundo paralelo onde só existissem você e eu. Era tudo legal ao seu lado, até os tapas não doíam quando vinham de você. A vida parecia fazer sentido... o mundo era mais colorido.
Foi aí que alguma coisa aconteceu, senti sua voz ficar diferente. Seus abraços pararam de me proteger. A confiança sumiu, e meu olhar estava furioso. Os dias se passaram, as conversas ficaram escassas. Da minha parte surgiu nojo, da sua eu nem sei... Parece que foi ontem que nossas lagrimas rolaram, e essa data já fez aniversário. Como preencher o vazio que você deixou em mim? Naquela época eu não sabia responder. Achei que ia durar para sempre, mas as coisas passam. Os sentimentos acabam ou simplesmente mudam. O meu jardim voltou a florescer, o seu também. O meu mundo voltou a ter mais cor, o seu também. Talvez o seu coração tivesse voltado a bater antes do meu. Mas de que importa? O importante é que nenhum dos dois se congelou no tempo, nenhum agora vive de passado. As coisas mudam, como um ciclo. As vezes voltam pro mesmo lugar de onde pararam, ou simplesmente continuam em frente. Mas ninguém sabe o que destino reserva pra gente.

Aninha.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O amor pode acordar.


Eu soube que a calma não acalma, e que os gritos que eu buscava ouvir se calavam no eco das paredes riscadas do meu quarto.
Afundei nas cobertas e abracei os travesseiros. Eu queria ser o que eu não era, mas não convenceria ninguém se não convencesse a mim mesma.
Rabisquei palavras aleatórias em uma folha branca. Percebi que as palavras que risquei eram aquilo que eu sentia, aquilo que eu queria, e aquilo que eu seria.
Continuei ali, anestesiada... observando a movimentação da poeira que voava em frente aos meus olhos. Queria preencher o eu que faltava, completar em mim o vazio que existia. Eu não sabia como, nem sabia pra onde olhar, nem em que direção seguir. Mas eu sabia que pior seria se eu ficasse ali, sozinha, sofrendo de remorso por algo que eu só eu entendia.


Aninha.

Entre dois corações um pretexto.





Entre dois corações, uma distância que separa uma batida de um ritmo perfeito.
Eramos duas almas destinadas a ficar juntas, eramos como uma rosa cheia de espinhos, nós eramos um só. Nossas risadas eram longas, nossos olhares eram quentes. Mas então veio aquela que acabou com nossa alegria... veio as milhas de distancia do amor. Era incrível a saudade!
Mas eu sabia que não podia ficar assim, que tudo ia sumir por si só. Eu queria mais, eu queria desejo, eu queria toque. Queria sentir ele nas manhãs de domingo.
Nós eramos jovens e estávamos tão distantes. Nós eramos apaixonados, por nós mesmos e um pelo outro. Tínhamos um só coração, uma só batida, um só ritmo, uma só melodia que nos envolvia por completo. Eu queria ele, e ele me queria. Ele dizia que o amor era belo. Eu concordava. Até que um dia nossas vozes se calaram, nossos corações esfriaram.
Nossas risadas não eram longas, nem tampouco nossos olhares estavam quentes.
Ele dizia não ter novidades, mas eu sabia que a noticia era a desistência da essência.
Nossas ligações agora duravam pouco. Nossas despedidas eram breves.
O telefone parou de tocar. Meu coração agora batia levemente... o dele também.
Mas o dele voltou a acelerar antes do meu. Me doeu olhar de longe os olhos dele brilharem por outra, mas passou. Meu olhar se encantou com outros olhos, meus lábios se tocaram com os de outro alguém. E nossos caminhos se distanciaram, estávamos andando em paralelas, numa trilha de pedras desconhecidas, de árvores não tão calorosas... Mas estávamos bem.


Aninha.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

E assim choveu...


A primeira gota caiu na ponta do nariz, e o pingo frio me fez ouriçar os pelos do braço.
Corremos pra nos proteger dos fios de água.
Senti algo diferente do que já havia sentido por você quando te olhei naquele instante.
Estremeci, fraquejei.
Sonhei acordada por um longo minuto.
Fingi ouvir você sussurrar palavras.
Continuei te fitando.
Você me perguntou o que tinha acontecido, e como se costume disse talvez.
Bem que aquela chuva podia ser a flecha do cupido.
Imaginei acordada como seria se assim fosse... mas, continuei imóvel ali.
Mesmo sem me mexer, meus olhos vibravam. Seria alegria de enxergar o futuro?
Talvez sim, talvez não.


Aninha.

domingo, 19 de junho de 2011

Lagrimas que tardam a cair.

Eu durmo sozinha, enquanto não sei onde você está. Eu leio minhas escritas e me afundo em esperança. Eu sonho alto, mas caio com os pés no chão. Reparo em pequenos detalhes e esqueço de momentos importantes. Espero ansiosa e com um sorriso no rosto o arrebol de todas as manhãs e fins de tardes. Madrugo no silêncio. Eu sou só mais uma menina que não sabe o que saber. Aquela que conta as estrelas e se perde na imensidão das mesmas... Mas, eu sempre soube que se olhasse fixamente para o céu, alguma hora veria o que eu estava procurando, talvez não tão claramente como eu queria que fosse, talvez alguma nuvem me fizesse sonhar, sorrir ou estremecer. Talvez a aurora não fosse tão bonita vista da minha janela, mas olhar pro céu me deixava em paz, me transmitia algum tipo de sossego e calmaria... E por algum motivo que não sei, minhas lagrimas tardavam a cair. Não me identificava com o sol, minha alegria era a noite. Talvez porque eu gostasse do mistério e da frieza do meu olhar quando a lua me iluminava.

Aninha.

Sarcasmo e mistério.


Hoje eu só preciso da minha velha risada irônica pra me fazer melhor. Não preciso de abraços falsos, nem de promessas feitas e desperdiçadas. Preciso do meu humor maléfico que me deixa feliz mesmo na tristeza. Preciso de amigos que me façam rir da desgraça alheia, porque rir dá própria desgraça não tem graça. Preciso de um litro de vodka, dois cubos de gelo e uma porção de risadas. Quero sentir a alegria brotar no meu olhar, só hoje. Quero apertos de mãos fortes que me façam formigar, olhares penetrantes e sorrisos tortos. Quero brisar na noite como se eu fosse leve e sem preocupações, e me deixar levar com o vento. De que adianta risos perfeitos e olhares sedutores sem aquela velha dose de sarcasmo e mistério. Deixe-me penetrar no seu olhar com minha falta se sutileza, deixa eu tropeçar nos meus defeitos e fazer você sorrir.

Aninha.

domingo, 12 de junho de 2011

Não é assim tão perceptível.


É visível no meu olhar o amor, mas não é assim tão perceptível como antes. Ainda sinto aquele frio na espinha quando te vejo por perto, mas não é mais o mesmo arrepio, ele é mais vagaroso, mais sutil e mais breve. Me senti viva de novo quando nosso ultimo beijo foi selado, e me fez lembrar os beijos apaixonados que demos e que agora ficam só na memória.
Eu percebi que você estaria ali o tempo todo, com o seu mesmo olhar, com o seu mesmo cheiro de sempre, que antes me envolvia por inteiro e que agora é só mais um perfume como tantos outros. Eu sabia que eu queria ser diferente, sentir novas sensações, vibrar com novos olhares, me arrepiar com outros ares, viver mais, me entregar mais, me preocupar menos.
Quando foi que eu fui vendada e me botaram essa viseira que me fazia olhar só pra você? Obrigada, estou livre de volta. E agora enxergo o mundo com mais cor.


Aninha.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Será doce.


Deixa eu mimar você.
Deixa eu cobrir seus pés pra os espinhos das rosas não te ferirem nesse jardim que não é só amor.
Não sou poeta, não.
Só quero o melhor pra alguém que amei.
Deixa eu te cobrir de pétalas com todo meu carinho.
Deixa eu te fazer sorrir com sabor de grama e vinho.
Não sei como rimar, não sei onde quero chegar. Quero você, você, você.
Alguém ai que me espere como espero a ti.
Deixa eu te cheirar, sentir o cheiro de musgo colado no teu cabelo daquela noite sem luar.
Deixa eu te abraçar, apertar seus braços com minha força indefinida.
Deixa eu contar a história que sonhei sobre nós dois, éramos jovens e apaixonados.
Me deixa abrir os olhos e descobrir...
Descobrir tua essência, teu sabor.
Será doce, que esse teu cheiro me transmite paz.


Aninha.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pânico.


Me vi ali, parada, sem qualquer tipo de movimento. Não conseguia ouvir nem falar, só sentia aquela dor imensa anestesiando todo meu rosto. Foi quando senti aquele liquido quente escorrer pela minha face, entrei em pânico. O que estava acontecendo? Não conseguia pensar direito, minhas mãos tremiam e todo meu corpo estava em choque. Pra onde ir? O que fazer? Foi assim que dois anjos apareceram e abriram meus olhos. Eu conseguia ver de novo, sentir, falar. Mas a dor continuava ali, ilesa. Ela não passava, não queria ir embora. Mas quando abri meu velho sorriso, como quem tem medo do escuro, ela se foi. Como era bom me sentir viva de novo.


Aninha.

segunda-feira, 23 de maio de 2011



Aquele sonho bobo não realizado, me dá aquela nostalgia fria daquilo que nem foi. Foi assim que eu senti o desespero de te dar um sinal, uma miragem divina dos meus sonhos incompletos e dos meus amores ainda não descobertos. Pensar demais, é fazer da vida uma incógnita gigantesca e deixar pra trás aquilo que importa realmente. Me deixe uma carta, me dê um suspiro, faça acontecer e assim acontecerá. Entre a opção certa ou não, chutei as pedras e agora vou por um caminho só meu. Me siga e o caminho será só nosso.



Aninha.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Era.


Era mais do que bondade ou ternura.
Era mais do que afeto ou compaixão.
Era mais do que um romance qualquer.
Era muito mais do que beijos, muitos mais do que sonhos.
Era um instante de paz.


Aninha.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Como se eu pudesse ver.


Depois de ouvir o barulho dos teu passos chegando no meu portão, senti a carência me consumindo e mandando gritar por você. Acreditei com toda minha força de vontade que esse dia chegaria, e que o medo e a frustração que eu sentia por talvez, sem ao menos te conhecer eu já tivesse te perdido, fosse sumir. A gente nunca sabe o que se passa dentro do outro, e quando a gente tenta explicar o que acontece dentro de nós mesmo acabamos parecendo meio clichês. Mas quem se importa de verdade com o piegas quando se ama. Depois daquele barulho inconsequente que ouvi dos teu pés batendo no asfalto, me senti viva. Me senti com a melhor de todas as sensações, pois eu sabia que você estava ali, debaixo da chuva, só por mim e por mais ninguém. Foi nesse momento que abri meu velho sorriso, aquele que eu só usava em ocasiões especiais, e segui em direção a você. Seus olhos claros me olhavam como se eu fosse a ultima coisa importante viva no mundo, e por alguns segundo entendi que você tinha me decifrado. E que agora, eu era mais sua do que minha. Seus braços me envolviam com ternura e era como se eu pudesse ver o amor. Se eu pudesse congelaria aquele momento e tiraria uma foto de toda aquela intensidade de cor e de todo aquele afeto, guardaria esse momento em alguma gaveta no meu coração pra tê-lo sempre na memória e nas recordações. Era como se você tivesse vocação em me fazer estremecer, como se tudo que eu já havia sonhado e me perguntado se existia mesmo estivesse ali, diante de mim, com um sorriso largo e olhos provocantes. Me encarando, me querendo, me amando.


Aninha.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um beijo entre as orelhas, e só.

O verão chegou, e nossas capas de chuva foram guardadas de novo. Não sentir aquele cheiro de terra molhada me dá arrepios. Mas estão lindas as ondas desse mar. Esperamos todo esse tempo para podermos mergulhar nesse azul, e agora o que eu mais quero é assistir um filme encostada nos teus ombros e te beijar entre as orelhas. Maldita contradição.


Aninha.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sem título.


Mergulho em pensamento nos teus cabelos negros e macios. Viajo na batida daquele que te mantém vivo. Me reviro nos meus ritmos até achar um compatível ao teu. Abaixo a cabeça pra pensar. Me vejo ali num mundo paralelo de sonhos incompletos, perdida na vasta imensidão de uma viagem boa. No meu mundo tudo pode acontecer, e quando abro os olhos já não enxergo o mesmo que antes.


Aninha.

sábado, 2 de abril de 2011

Não me deixe mais só.

Lembre-se sempre dessa noite. Quando nossos braços se tocaram e nossos corações viraram apenas um. Senti teu hálito de menta me devorando naquele instante em que você se curvou para me beijar. Minhas pernas tremeram e minhas mãos suaram. Como eu queria poder voltar no tempo para relembrar essa noite tão intensa, repleta de sentimentos quase incompreensíveis. Aonde estava você antes de me conhecer? Como pude viver sem você aqui todo esse tempo? Não me deixe só. Depois de hoje, preciso mesmo de você aqui.


Aninha.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por sorte, acordei.

No calor dos meu sonhos eu te vi ali, parado. Me anestesiei quando meu olhar passou pelo teu. Senti a melodia me envolver. Ouvi meus passos se distanciarem na imensidão daquele sonho. Não sei como consegui sentir tua presença, mas eu sei que você estava ali. Olhando pra mim com seus olhos de cristal, fitando-me e esperando a iniciativa. Maldito foi aquele momento em que não consegui correr, chegar perto de você era absolutamente impossível. No meu sonho você era intocável. Foi ai que acordei, e suspirei de alivio por saber que ainda posso te tocar.


Aninha.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Num ápice de insanidade.


Queria saber seu nome. Queria reconhecer seu cheiro. Queria ouvir sua voz. Eu só queria um instante, um pequeno e talvez nem tão marcante momento com você. Onde seus lábios tocassem os meus, e tudo paralisasse. Um breve e suave beijo. Queria você num ápice de insanidade, me vendo com outros olhos e com outras intenções, ou apenas me vendo de qualquer jeito.


Aninha.

terça-feira, 8 de março de 2011

SKINS.


CASSIE: Sabe o que é pior do que ter o coração partido?
CASSIE: Não se lembrar de como você se sentia antes.
CASSIE: Tente manter esse sentimento... porque se ele for embora, nunca volta.
CHRIS: O que acontece, então?
CASSIE: Você vira um peso morto para o mundo. E para tudo que há nele.


Skins - 2° temporada, 5° episódio.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Instantes.

Tem vezes que parece que tudo que somos, se compara a nada. Momentos da vida em que tudo dá errado, que tudo parece desmoronar. Em que você é escravo do mundo, e das maldades alheias. Tem momentos que nos sentimos impotentes, incapazes de qualquer coisa. Que nos sentimos frágeis e inseguros. Horas que queremos que o mundo desabe, pois será melhor assim. Mas, acredito com toda minha vontade que esses momentos são essenciais. É por conta deles que nos tornamos pessoas melhores. Por causa desses malditos momentos ruins, que somos obrigados a nos tornar melhor do que aquilo que queremos ser. Que queremos mostrar pra tudo e pra todos que somos tão bons quanto qualquer outro. Pois então, que venham os momentos ruins, que venham as tragédias, que venham os choros, pois é a partir deles que nos tornamos melhores, mais fortes, e bem mais capazes do que já fomos. Não necessariamente felizes, mas a felicidade é conseqüência de tudo isso. Se formos felizes com o que somos, seremos felizes com qualquer coisa.


Aninha.

quinta-feira, 3 de março de 2011

No meio desse lixo todo.

''Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. é por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor."


Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E se a possibilidade virasse realidade?

E se eu esperasse por você? E se tudo tivesse sido diferente? E se o nosso amor durasse para sempre? E se depois de todas as brigas, o sorriso sempre prevalecesse? E se? De que adianta viver de expectativa quando sabemos que nossa vida não pode ser levada assim? Quando sabemos que a esperança não é suficiente, mesmo que ela seja a ultima a morrer? De que adianta viver pensando na possibilidade, e deixar de viver?
Prefiro viver com a incerteza do 'quase' do que com a certeza do fracasso, talvez por medo, insegurança, talvez eu seja apenas mais uma covarde tentando não sofrer. Eu sei. Mas eu prefiro guardar as boas lembranças, parar enquanto é tempo. Guardar o melhor dos momentos do que apenas esperar que tudo se acabe, que tudo vire pó, que vire apenas mais uma lembrança ruim guardada na memória.
Prefiro deixar uma blusa jogada, uma meia palavra dita, uma lembrança que sorri, um carinho, um beijo, um abraço. Apenas um gesto de afeto, um momento bom, uma lembrança contente. Pra que acabar com tudo que é bom, e tentar desesperadamente tudo que é possível para que ''de certo''? Dar certo, pra mim, é olhar para a foto do antigo amado, e sorrir, chorar com a nostalgia. O bom é jogar tudo pro alto, acabar da melhor maneira, sem arrependimentos. Porque se for pra dar certo, vai dar. Talvez não seja aqui, ou agora. Mas quem sabe não é mais adiante?


Aninha.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Re-amar.



''Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar. Re-amar. Amar.''

Caio Fernando Abreu.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aproveita.

Nas graças do tempo, o tempo se foi. Devido a minha falta de experiencia de vida, vivi pouco, mas ainda assim vivi. ''Como assim?'' Pergunto-me. De onde tiraste essa tão insolente pergunta?
A que pergunta se referes se ainda não a fiz?
Esqueça. Deixe-me pensar, dai-me tempo.
Tempo? É tempo que queres? Sinto lhe informar, mas não o terás.
E porque não?
Porque o tempo se foi, o tempo se vai assim como as folhas são levadas pra longe. O tempo vai, vai embora como uma brisa passageira, como a primavera, mas diferente dela ele não voltará. O tempo não está nem ai, ele usa e abusa, pinta e borda, e não está nem aí. A culpa é tua. Toda tua. Se ele se for e não mais voltar, a culpa ainda é tua. Por não saber aproveitar.
Mas só lhe pedi tempo, um pouco de tempo. Só um pouco.
Um pouco ainda é muito para aqueles que sabem o que querem. Se tu não sabes, a culpa é tua. Somente tua. Te enxerga, te espanta, muda-te. Aproveite o tempo que lhe é dado, pois não te darei mais. Nem eu, nem ninguém. Cresce e aparece. Muda. Aproveita.

Aninha.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudade do desconhecido.



Estou com saudade de você. Mesmo desconhecendo quem você é. Mesmo nunca tendo olhado pros teus olhos e medido o quanto eles brilham ao olhar pro vago. Mesmo não sabendo qual o tom da tua voz ao falar bobeira. Mesmo sem saber, qual o tamanho do teu sorriso quando me olha. E qual tua expressão depois do choro. Mesmo não sabendo quem são teus amigos, teu desejo mais intenso, e teu livro favorito. Mesmo assim, estou com saudade de você. Saudade do que ainda vai acontecer. Eu sei que é meio contraditório dizer que sinto saudade do que ainda nem aconteceu. Mas não me pergunte. Nem tente entender. Nem eu mesma sei o que está se passando dentro de mim, e que sentimento louco é esse que está me consumindo. A única coisa que tenho certeza, é que isso é saudade. Saudade de uma vida ainda não vivida. Saudade de um amor ainda não amado. Simplesmente, saudade do que você ainda vai ser pra mim. E mesmo não sabendo nada sobre você. Isso ainda não muda o fato de que eu sinto tua falta. De que existe um vazio em mim, que só vai ser preenchido quando eu finalmente conhecer você.


Aninha.

Nos trazem luz.


Existem anjos que simplesmente passam pelas nossas vidas, e outros que se tornam nossos anjos da guarda. Eu rotularia-os de amigos, mas não gosto de rótulos. Então deixo isso como uma incógnita. O que falar sobre esses tais anjos? É difícil distingui-los, eu diria. Mas é perceptível saber quando eles estão nos guiando. Eles são essenciais nas nossas vidas, porque nos trazem luz e tentam nos manter longe da escuridão. Mas em como todo filme de terror, não existe só o lado bom. Existem aqueles anjos que querem nos levar para baixo, nos ver deprimidos, e zombar de nós. Mas só cabe a nós mesmos sabermos distinguir quem é o anjo que queremos que esteja conosco. Não é tão difícil escolher quanto parece. Tenho pra dar uma dica. Um conselho. Não julgue seu anjo, pela forma como ele sorri. Os sorrisos podem parecer sinceros, mas nem sempre são aquilo que apresentam ser. As vezes julgamos o livro, ou o filme pela capa. Julgamos também as pessoas, pela sua aparência, e pela sua forma de vestir. Mas lembre-se, anjos bons, podem vir disfarçados. Nem todos eles, vêm acoplados de um sorriso largo, e olhos brilhantes. Nos mais deprimidos olhos, podem se haver as mais belas almas.


Aninha.